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domingo, 5 de fevereiro de 2017

O fim sempre tem um novo começo

Olá, amigos!!!

Eis que 2017 chegou!
E, com ele, vieram novos e belos projetos para a minha vida.
Convivi quase 9 anos com esse blog e, através dele, ajudei muita gente a planejar viagens. Até fiz alguns amigos pessoalmente! Vocês não imaginam o quanto foram importantes para mim e o quanto me fizeram feliz e agradecida por todo o retorno que me deram durante esse tempo...
Mas, como tudo na vida,  planos mudam, pessoas mudam e eu estou mudando também.  Por isso, meus fiéis e queridos leitores, quero dizer, em primeira mão, que estou parando de postar aqui.
O blog vai continuar no ar (enquanto o blogspot permitir) para servir como fonte de consulta, porém, eu não estarei mais por aqui para responder aos comentários ou para falar da minha última viagem a Paris... até porque, as viagens deixaram de ser a minha prioridade.
Não pensem que aconteceu algo grave. Pelo contrário! Minha vida ganhou novos rumos, o país ganhou novos rumos. E agora meus voos são muito mais internos que externos. E eu estou me adaptando e sendo feliz com isso.
Aprendi muito escrevendo aqui. Detalhei lugares, comidas, pores de sol, passeios e muitas das minhas vivências em quase uma década. Foi maravilhoso!
Agradeço a cada um que dedicou um pouco do seu tempo lendo um dos posts.
Agradeço muito aos comentários que me ajudaram a melhorar esse espaço para que vocês pudessem viajar comigo com um pouco mais de conforto.
Agradeço a cada um dos blogueiros que me inspirou a fazer e a manter esse blog que, mesmo não sendo profissional, entrou no blogroll de vários e admirados colegas de blogagem.
Agradeço aos amigos e familiares pela força durante tanto tempo.
Agora o tempo é de alçar novos voos, galgar novos degraus, percorrer novos caminhos em uma vida nova que anda se desenhando de forma tão especial para mim.
Assim como Ulisses (aquele da mitologia grega), eu também precisei de quase 10 anos viajando para poder voltar para casa inteira, plena e tendo a certeza de quem eu sou.
Aos poucos, como tudo  o que deixa de ser visto na internet, esse blog vai acabar caindo no limbo cibernético. Mas não se preocupem: ele cumpriu a sua função.
E espero que eu também tenha cumprido a minha no coração de cada viajante que passou por aqui.
Obrigada e adeus!

domingo, 20 de novembro de 2016

A eterna busca do meu lugar

Olá amigos!




Esses dias uma ex-aluna minha me perguntou sobre Roma. E, curiosamente, Roma, a tão aclamada cidade eterna, foi uma das poucas cidades em que estive e da qual não gostei.
Fui a Roma, a primeira vez, em 2010 e relatei aqui no blog minhas impressões dessa cidade que considerei um tanto caótica, suja e sem informações básicas para os turistas que não vão em excursão. Fui muito criticada por ousar não gostar de Roma. Algumas pessoas me consideraram quase como uma herege da religião viajante! 
Achei engraçado porque dá a impressão que, por ter um blog, eu sou obrigada a amar todos os lugares para onde vou e a falar bem de todos. Quem leu meus posts sobre Roma viu que, em nenhum momento, eu disse que a cidade não era bonita ou que não tinha uma história incrível. Pelo contrário! Foi exatamente por considerar Roma como uma "deusa" das cidades, tamanha a sua importância histórica e cultural para o mundo, que eu fiquei decepcionada em ver como eles tratavam o turista independente por lá.
Dei uma nova chance à cidade em 2015, quando fui passar uma temporada na Toscana e fiquei 2 dias em Roma. Continuei não gostando. Aliás, dessa vez foi ainda pior que da primeira, por isso nem me animei em escrever nenhum post a respeito.
Mas estou escrevendo esse post hoje porque tudo isso me fez pensar no porquê gostamos ou não de um lugar quando viajamos. Quais as nossas expectativas? Que gosto individual é esse que vai fazer eu me apaixonar por um lugar e ser indiferente a outro? 
Eu sou o tipo de pessoa que estuda e lê muito sobre os lugares para onde vou bem antes de ir. Minhas viagens começam meses antes, na leitura de guias, revistas, blogs; na busca por vídeos, por depoimentos de quem já foi, por troca de experiências através de grupos no facebook. Eu não sou o tipo de turista que vai para um lugar sem saber o que existe lá para ser visto, explorado e conhecido. 
E eu não tenho o menor problema em "ser turista". Eu faço programas clichês de turista sim. E gosto. Mas também busco outras atividades menos conhecidas (quem acompanha meu blog já viu aqui alguns programas  nessa seara). 
Eu fiquei me perguntando o que certas cidades como Conservatória, Paris e Buenos Aires têm que me encantam tanto e me fazem querer voltar sempre e sempre! (Agora Sevilha entrou nessa lista, pois fiquei extremamente encantada pela cidade andaluza) Mas que, para minha surpresa, Veneza não teve. Só fui a Veneza uma vez em 2010. Passei 10 dias lá realizando um sonho que vinha comigo desde a  adolescência. Foram 10 dias  vivendo em um universo paralelo simplesmente maravilhoso porque Veneza era tudo o que eu sonhava e até mais, porém (e curiosamente) eu nunca senti necessidade de voltar. Foi uma cidade que, certamente, encantou meu coração, assim como Madri, Bruxelas, Genebra, Montevidéu, Avignon, Colônia do Sacramento, São Paulo, Campos do Jordão e tantas outras cidades pelo mundo, contudo não são lugares em que eu "precise" voltar, como acontece com Conservatória, Paris, Buenos Aires e Sevilha. 
Há uma conhecida minha que está morando em Beirute. E, a despeito de tudo o que falam sobre as cidades árabes, ela está muito feliz. Da última vez que nos falamos, ela me disse que tinha encontrado  o seu lugar no mundo. Talvez seja esse o motivo que me faz querer voltar tantas vezes: nesses lugares eu encontro um pouco do meu lugar no mundo. Seriam lugares onde eu gostaria de morar (menos Sevilha porque é muito quente no verão) 
Acho que você, que está lendo esse blog agora, deve ter essa mesma sensação com algum dos lugares em que já esteve. Conta aí, na caixa de comentários, para qual lugar você sempre volta em toda viagem.  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Tipos de viagem e de pessoas que viajam




Olá, amigos!

É engraçado como acontecem as viagens na minha vida. Há aquelas que são planejadas, pensadas por um ano inteiro, que tem até ingressos para os lugares turísticos mais concorridos comprados com antecedência. E tem aquelas que acontecem assim, de repente! Seja por uma promoção de uma companhia aérea, uma passagem tirada por milhas, um hotel que estava com aquelas promoções do tipo "fique duas noites e ganhe a terceira de graça", enfim, existem também essas viagens inesperadas que nem são tão planejadas, mas que ficavam ali, no interior do meu coração, como desejo, sendo gestadas lentamente e que um dia, pimba! Acontecem!
Não sei se um tipo é melhor que o outro, pois viajando, sempre se ganha. Claro que tenho uma tendência a preferir as primeiras, pelo meu jeito metódico de ser, mas nunca descarto a possibilidade da surpresa, especialmente quando se trata de viagem!
Já fiz planos, comprei passagem, reservei hotel, tudo como manda o figurino e na hora H, mudei de ideia e fui pra outro lugar, com outras pessoas, outros projetos. E foi muito bacana!
A grande verdade é que, quem é mordido pelo bicho viajeiro, gosta de qualquer viagem, desde que seja para um bom lugar, com boa companhia, seja de outras pessoas ou de si mesmo.
Conhecer outras cidades, outras culturas, outra língua (porque mesmo quando a gente viaja para o Brasil  de diversos sotaques e expressões, acabamos nos deparando quase com outra língua), outros hábitos, outros ares. Nada renova mais a alma!
Eu conheço tanta gente mais velha que eu que mantém esse espírito de juventude exatamente porque viaja.
Consigo entender perfeitamente aquelas pessoas que não viajam por falta de dinheiro, mas nunca vou entender as pessoas que, mesmo tendo possibilidade, se recusam a sair do seu mundinho confortável, se recusam a ver que o mundo vai muito além de seus quintais. Mal sabem elas, coitadas, o que estão perdendo! Espero que elas saibam o que estão ganhando, porque eu jamais saberei...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Última viagem de 2012

Olá, amigos!

Não, eu não estou viajando fisicamente. Essa última viagem do ano a qual me refiro no título desse post é uma viagem interna. Pensei muito se deveria ou não fazer um post de retrospectiva desse ano que passou e, depois de muito relutar, cá estou.
2012 não foi um ano fácil para mim. Deveria ter sido, mas não foi. Sofri inúmeras pressões, principalmente de mim mesma, querendo sempre ser melhor, querendo sempre ir adiante e esbarrando em percalços aqui e ali. Mas deixemos a filosofia de lado!
Esse foi, sem sombra de dúvida, o ano que mais viajei! Foram 5 viagens no total. Nesse sentido, foi realmente um bom ano, contudo, quantidade não é qualidade e as viagens não foram tão boas como eu esperava. Não que tenham sido ruins, longe disso, mas eu é que não estava muito bem e, por mais que a gente não queira, mesmo quando a gente viaja com a intenção de esquecer tudo, acaba levando os problemas com a gente. Contudo, esse não é o lugar nem o momento para lamentações e vamos falar do que foi bom!
Logo no início de 2012 fui ao meu paraíso particular (Conservatória) para arrecadar energia para todo o ano. Fui com a família e uma amiga. Foi um fim de semana bem bacana, afinal, não há como Conservatória ser ruim com tanta música espalhada por aquela cidade com cheiro de passado.

Depois, ainda em janeiro, fui fazer uma visita aos amigos de São Paulo e aproveitar para conhecer um pouco mais aquela terra pela qual desenvolvi um carinho imenso. O mais engraçado é que odiava Sampa quando morava lá, mas alguns anos depois que voltei ao Rio, acabei fazendo  amizade com tantos paulistas e paulistanos que a cidade ficou amigável. Isso sem contar o fato de que culturalmente, acho que nenhuma cidade brasileira supera São Paulo.

Em junho, houve um grande feriado aqui no Rio por conta da "Rio+20", um encontro entre líderes mundiais após 20 anos da "Eco 92". Era um encontro para que os países fizessem alguns acordos para salvar o planeta que já pede socorro há muito tempo, mas acho que passarão mais 20 anos e nada acontecerá. De qualquer modo, aproveitei o feriado para ir a São Lourenço, uma cidade mineira que eu adorava há uns 10 anos atrás. A cidade estava bem diferente, mas a chuva acabou atrapalhando a viagem e eu fiz apenas um post sobre os dias que passei lá.

Após 3 viagens ao meu país, em novembro, fui à Europa. Foi uma viagem bem diferente das que eu costumava fazer. Primeiro pela época. Eu nunca havia viajado para a Europa no frio e estranhei bastante, não tanto pela quantidade de frio, pois estava bem suportável, mas por toda a dinâmica envolvida nesse frio, à qual não consegui me habituar. Além disso, a viagem foi diferente também porque foi a primeira vez que viajei em grupo. Éramos 8 pessoas. Nem todas viajaram para o mesmo lugar e nem ao mesmo tempo, mas durante 6 dias, ficamos todos juntos em Paris. Foi bom e foi difícil ao mesmo tempo. Me vi em situações complicadas e tive de aprender a lidar com elas. Porém, ao mesmo tempo, houve muita risada, muitas histórias e muitos passeios bem divertidos justamente porque estávamos juntos. Enfim, foi um aprendizado.

E quase emendando uma viagem na outra, logo que cheguei da Europa, acabei não resistindo a uma promoção de passagens por milhas para Buenos Aires e lá fui eu para a terra do los hermanos. Afinal não é todo dia que a gente consegue não pagar uma viagem de avião. Buenos Aires é uma paixão aqui na América do Sul. Foi a primeira cidade para a qual viajei inteiramente sozinha, foi o primeiro lugar fora do Brasil para onde fui e desenvolvi um amor especial por essa cidade tão perto e tão europeia. Essa foi minha quinta vez por lá, no entanto, a crise econômica está prejudicando muito o turismo, pelo menos o turismo no estilo mais mochileiro, já que tudo está caro demais!! DEMAIS mesmo!!!! Além disso a cidade anda mais suja que o normal e com o triplo de pedintes e moradores de rua. Eles não chegaram a me incomodar, mas andei vendo pela Tv, logo que voltei ao Brasil, que a crise está tão feia que a população está fazendo protestos saqueando lojas e mercados. Claro que isso dá margem aos bandidos agirem e a cidade acabou ficando um tanto perigosa. Uma pena. Ainda não postei sobre essa viagem, os posts ficaram para o ano que vem.

Saldo final: 5 viagens, sendo 3 para o Brasil e 2 para fora. E durante todas elas, fiz muitas viagens internas, muitas descobertas sobre mim mesma. Aprendi em todas e entre todas. Chorei um pouco. Ri muito. Me diverti, conheci lugares novos, pessoas novas. Revi amigos antigos. Fiquei mais próxima de algumas pessoas e mais distante de outras. Descobri o que gosto, o que não gosto e aquilo que não estou mais disposta a abrir mão. Mas também descobri como coisas simples podem ser encantadoras e divertidas.
Viajar é sempre expandir a mente, abrir horizontes na cabeça e no coração e foi isso o que me aconteceu esse ano mais que em todos os outros.
Para 2013, desejo menos quantidade e mais qualidade nas viagens. E sei que isso vai acontecer, pois foi graças a esse ano de 2012 que pude descobrir que era isso que eu queria. Se eu não tivesse viajado tanto, nunca saberia. No fundo, toda experiência é boa, mesmo quando não é.
É isso, amigos! Um feliz 2013 a todos nós e, aproveitando que o mundo não acabou, façamos muitos planos de viagem!
beijos e até ano que vem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Blogagem coletiva: 7 links que fizeram viajar!

Olá, amigos!

Hoje estou aqui por um motivo nobre! Não, eu não estou viajando e tampouco tenho alguma viagem programada, mas fui convidada pela querida Renata Inforzato (@reinforzato) do blog http://diretodeparis.com/ para participar dessa blogagem coletiva!
Essa iniciativa foi da  Cláudia Beatriz (@AprendizViajant) do blog  http://www.aprendizdeviajante.com/ e me pareceu muito interessante! A ideia aqui é colocar os 7 links que melhor respondem às perguntas. Depois, cada blogueiro participante chama mais 7 blogueiros para aumentarem a corrente. E assim o mundo virtual vai ficando mais povoado com informações interessantes de viagens maravilhosas! Parabéns, Claudinha, sua ideia foi nota 10 e já pegou por aqui!!
Mas, vamos ao que interessa que são os 7 links que respondem às questões:

1- O mais bonito:

Fiquei numa dúvida cruel entre o escolhido e um outro sobre Veneza (que todo mundo sabe que é minha paixão), mas acabei escolhendo esse sobre a Notre Dame por se tratar de um momento mágico vivido na minha primeira viagem à Paris. Estar ali, me sentindo dentro do livro de Victor Hugo, fez desse post o mais bonito do meu blog:
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2009/09/um-igreja-que-me-levou-paris.html

2- O mais popular:

Muita gente que viaja à Paris, vai lá para ver de perto obras dos pintores impressionistas, principalmente de Monet, seu mais famoso representante. Quando as pessoas descobrem  que fui visitar a casa onde ele morou e ver de perto os jardins que o inspiraram a fazer aquelas belas obras, logo me perguntam como fazer para ir lá também e poder ver ao vivo a ponte japonesa e as ninféias, por isso, esse acabou se tornando o meu post mais popular.
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2009/09/ao-mestre-com-carinho.html

3- O que gerou mais discussão/controvérsia:

Esse foi, sem dúvida, o post que mais causou revolta nos leitores. Eu fui à Roma e ousei não gostar da cidade eterna! Isso gerou polêmica dentro e fora do blog!
Hoje, passado mais de um ano da minha visita à Roma, penso que talvez a cidade mereça uma segunda chance. Talvez eu deva voltar lá, mas sem esperar informações ou bom atendimento ao turista solo. Ir para ver com outros olhos...quem sabe um dia!
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2010/08/roma-nao-se-fez-em-um-dia.html

4- O que ajudou/ajuda muita gente:

Esse foi totalmente inesperado! Em 2009 fiz um passeio ao Delta do rio Tigre, em Buenos Aires, com o Pablo, um guia de turismo que conheci através do orkut. O passeio foi tão bom que, até hoje, ele recebe pessoas dizendo que leram no meu blog sobre o passeio e querendo fazê-lo também! Isso me deixa muito feliz de saber que ajudei tanta gente a passar um dia delicioso em Buenos Aires, uma cidade que conquistou meu coração!
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2009/02/passeio-ao-delta-do-tigre.html

5- O que o sucesso te surpreendeu:

Esse post sobre Paris foi feito bem despretensiosamente, apenas para mostrar a alguns amigos que não é preciso ter muita grana para conhecer a cidade-luz. E não é que deu ibope? A galera gostou de saber que existem lugares gratuitos (ou quase) em Paris e que, como bom planejamento, é possível gastar o mesmo que que se gasta indo para São Paulo, por exemplo.
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2009/09/como-aproveitar-paris-gastando-pouco.html

6- O que não recebeu a atenção que deveria:

Eu não posso reclamar, não, pois esse meu blog não tem nenhum cunho profissional e nem pretensões de alçar às grandes esferas do mundo virtual, mas meus posts são lidos por muita gente! Muitos amigos, claro, mas também gente que nem conheço e que descobriu boas dicas aqui. Contudo, um post que eu achei que fosse bombar até pela singularidade do tema foi o do Trem do Chocolate, na Suiça, mas isso não aconteceu...uma pena, pois o passeio é delicioso (em todos os sentidos da palavra!) e vale a pena ser feito, principalmente para quem vai à Suiça no verão!
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2010/07/passeio-do-trem-do-chocolate-na-suica.html

7- O que você mais tem orgulho:

Esse foi um dos meus primeiros posts! Sobre Conservatória que é uma cidade perdida no tempo e onde eu me sinto no paraíso! Eu me orgulho dele, não apenas por eu ter conseguido expressar tudo o que sinto por aquele lugar mágico, mas também por esse lugar existir aqui mesmo, no Brasil, a poucas horas de distância de qualquer lugar da região sudeste.
http://viajecomigoamigo.blogspot.com/2008/07/conservatria-o-tipo-de-lugar-que-voc.html

São esses meus 7 links. Assim que meus 7 convidados escreverem seus posts, eu atualizo esse aqui
 (1- Já começando a atualizar, a amiga Ivy do http://viajaraqui.blogspot.com/ acabou de fazer sua postagem e aqui está o link: http://viajaraqui.blogspot.com/p/blogagem-coletiva-7-links-explicam-um.html . Aproveitem bem pois o blog dela tem muitas dicas para quem deseja visitar o Leste Europeu!)
Foi muito bom revisitar os posts do meu blog e relembrar as viagens e emoções sentidas ao longo dos caminhos. Que muitos possam sentir isso também e que as postagens ajudem a todos os viajantes que buscam informações frescas sobre os lugares que pretendem visitar!
Até Breve!

sábado, 10 de setembro de 2011

Copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro- Tô fora!

Olá, amigos!

Esse título pode parecer meio estranho para a maioria dos leitores desse blog, até porque, vocês devem estar se perguntando o motivo desse tema em um blog de viagens. A questão é a seguinte: estava eu andando pelas ruas do meu bairro, outro dia, quando fiquei na calçada esperando o sinal ficar vermelho para os carros para que eu pudesse atravessar e me dei conta de como somos diferentes dos milhares de turistas que, provavelmente, virão para cá nesses dois eventos esportivos. Depois de algumas idas à Europa e à América do Sul, percebi como nosso trânsito desrespeita o pedestre!
Em alguns países, quando o sinal fica amarelo, os moradores já começam a atravessar na faixa, pois sabem que, obviamente, aquele é um aviso para que os carros parem. Fico imaginando a quantidade de turistas desavisados que serão atropelados nas ruas do Rio de Janeiro em que os motoristas acham que estão fazendo um imenso favor ao pararem no sinal vermelho (depois que ele já está vermelho há algum tempo!).
Isso sem falar na quantidade de sinais sem faixa de pedestre, ou de lugares em que se atravessa "quando dá". Como um suíço vai compreender isso?
Outra diferença marcante é na questão do respeito dos ciclistas aos pedestres. Lá fora existem ciclovias e elas têm regras próprias, os ciclistas param em sinais como se estivessem na rua. Aqui, segundo o que andei lendo, o Rio de Janeiro é a cidade com a maior malha cicloviária do país (ai, Jizuis! ), só que isso não significa que tenhamos, de fato, ciclovias. A não ser nas praias da zona sul. Por outro lado, temos cada vez mais ciclistas e ciclistas que insistem em andar na contra-mão da rua, ou seja, o pedestre que  quer atravessar  (levando em conta que ele tenha a sorte de estar em uma via com sinalização e faixa de pedestre), além de se preocupar se os carros pararam, terá de olhar para TODOS os lados, pois, do nada,, uma bicicleta pode surpreendê-lo, vindo a toda velocidade  na contra-mão. A colisão provoca estragos sérios, acredite!
E há a questão monetária. Fora do Brasil existem moedas e 1 e 2 centavos em circulação e elas são utilizadas normalmente. Aqui, se o preço é R$2,99 já sabemos que não haverá troco para R$3,00, já que o governo alega que é muito caro fazer moedas de 1 centavo, mas os turistas não sabem disso! Eles vão ficar ali, na fila, esperando seu 1 centavo! E com razão! Ao não receberem, sairão com a sensação de terem sido lesados, já que o preço era R$2,99 e não R$3,00. Parece uma bobagem para nós, brasileiros, tão acostumados a não acreditar que moedas também são dinheiro, mas para eles será um choque.
E o transporte público? Isso é um caso à parte, principalmente aqui no Rio de Janeiro onde o metrô não tem grande abrangência. Europeu está acostumado a metrô. Fico pensando, por exemplo, em um dia em que haja um jogo no estádio de São Januário, em São Cristóvão, de manhã e outro no Maracanã, à tarde. Dois lugares tão próximos mas que só serão alcançados pelos turistas de táxi, pois não existe uma linha de ônibus que faça esse trajeto nem um metrô que atenda a esses lugares. O pior é que os bairros são tão próximos que daria até para ir a pé, se a estrutura física da cidade permitisse, mas não é possível, pois há de se passar por viadutos que são vedados aos pedestres! Como fazer os turistas entenderem isso?
Como fazer com que eles entendam que entre o Rio de Janeiro e São Paulo, locais que sediarão, provavelmente, a abertura e o fechamento da Copa do Mundo, existe apenas a possibilidade de se ir de ônibus enfrentando horas de engarrafamento na Avenida Brasil, Dutra e Marginal Tietê? Não existe um trem que cruze os meros 480 km que separam essas duas cidades.
Isso sem falar no problema dos aeroportos que, provavelmente, não ficarão prontos a tempo; na dificuldade de infra-estrutura que os aeroportos, já inchados, como Tom Jobim e Guarulhos enfrentam já hoje, sem nenhum evento para atrair milhões de pessoas.
Sem mencionar também na violência urbana que impera no Rio de Janeiro e que o governo estadual tenta, a todo custo, mascarar através de instalações de UPPs. A violência é tanta que uma parte da linha amarela está sendo chamada de "faixa de Gaza carioca". Acho que nem preciso falar mais do quesito "violência" depois disso...
Para os governos a Copa e as Olimpíadas são boas, afinal, trazem obras que podem ser superfaturadas para que eles possam roubar mais sem serem notados (haja vista a questão da obra do Maracanã que custará quase 100 milhões a menos depois que o Tribunal de Contas da União reviu o orçamento. Tá aqui, ó: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/968277-tcu-encontra-sobrepreco-em-obra-do-maracana.shtml ).

Esses são apenas alguns dos diversos problemas que os turistas estrangeiros e nós, brasileiros enfrentaremos aqui durante esses eventos esportivos, que foram tão alardeados como "alavancadores do turismo nacional". Tenho uma certa pena principalmente daqueles marinheiros de primeira viagem que nunca vieram para as bandas da América do Sul. Fico triste de ver que temos tanto potencial, poderíamos ser uma grande nação e não apenas um país grande em termos de dimensões.
Não gosto da ideia de ter uma Copa e uma Olimpíada no meu país e na minha cidade, não vejo progresso nisso, pelo menos, não para o cidadão comum, aquele que paga seus impostos regularmente. Não pretendo estar no país na época desses eventos. Ainda não planejei nada, mas se eu puder, estarei bem longe da confusão que vai se instalar por aqui. Caso a sua intenção seja fazer o mesmo, sugiro ler o blog "Turomaquia", pois agora há um "cadernos de viagens" em que a blogueira planeja uma ótima viagem para você. Recomendo! Esse blog já me ajudou muito e acho que essa iniciativa irá auxiliar muitos que nem sabem por onde começar na hora de sair do país, mas que, assim como eu, não querem estar aqui quando Nero colocar fogo em Roma.
Eis o link: http://turomaquia.com/cadernos-de-viagem-roteiros-personalizados/
E boa viagem!
Até a próxima!

domingo, 7 de agosto de 2011

Dificuldades de se visitar um país em crise


Olá, amigos!

Estou de volta ao Brasil, mas para chegar aqui foi muito complicado! Começou com a Air France adiando nosso voo de 23h20 da noite do dia 2 de agosto para 11h40 da manhã do dia seguinte, ou seja, mais de 12 horas de atraso. Como fomos avisadas, pudemos nos organizar e procurar outro hotel, mas eu soube de gente que descobriu que o voo tinha sido trocado lá no aeroporto.
Contaram que os mecânicos da Air France estão em greve há uns dois meses e os pilotos também resolveram fazer uma greve de um fim de semana para alertar que, daqui a pouco, vai ficar inseguro voar, já que não há manutenção mecânica!
Chegamos ao aeroporto as 8h40 da manhã e logo descobrimos que o voo tinha sido atrasado para 13h30. Ficamos mais de duas horas na fila do check-in, que estava uma confusão! Depois, ainda tínhamos que passar pela imigração e raio X, ou seja, mais uma hora de fila.
Passado tudo isso, fomos até a sala de embarque esperar, olhamos o freeshop e sentamos (no chão! já que estava tudo lotado!) para esperar abrir o embarque. De repente, a tela que indica o voo mostrou que ele não sairia mais às 13h30 e sim às 14h15. Na verdade, só levantamos voo mesmo às 14h40, ou seja, desde que chegamos no aeroporto, esperamos 6 horas até conseguirmos embarcar!!! Isso nunca tinha acontecido comigo! Nem na França, nem em Buenos Aires e nem no Brasil!
O voo em si foi tranquilo, sem turbulências, mas eu descobri, em conversas pelos corredores, que naquele voo só tinha gente de voos anteriores, ou seja, todo mundo que estava ali, tinha comprado passagem para outro voo e acabou indo parar naquele voo que estava lotadíssimo!
Chegamos ao Brasil e fomos para a esteira esperar nossas malas que demoraram quase uma hora para chegar! Como o Brasil pretende sediar uma Copa do mundo e uma Olimpíada com essa estrutura de aeroporto?? Tenho pena dos estrangeiros que virão para cá.

Aliás, esse ano a Europa estava muito diferente dos outros anos. Depois das guerras árabes em que refugiados foram pedir asilo em diversos países europeus, depois das novas medidas econômicas de países como Espanha, Itália e Portugal para que sua economia não quebre e depois que o índice de desemprego chegou a alarmantes 20% em vários países europeus, começou a ficar complicado viajar para o velho continente.
É claro que isso é uma visão pessoal de alguém que não se interessa em ver a desgraça alheia para tirar proveito. Muitos brasileiros vão adorar ir para a Europa agora, onde tudo está barato e o euro está acessível, entretanto, eu via nas ruas, nos metrôs, restaurantes e lojas a insatisfação do povo, o medo estampado nos olhos de se perder o emprego, o desespero de pessoas que não tinham mais onde morar e acampavam nas praças. É muito triste ver um continente inteiro que tem um potencial cultural tão maravilhoso, ficar assim, jogado aos desígnios das bolsas de valores e políticos inescrupulosos, tanto quanto os nossos, pois, acreditem, na crise, não existe político honesto em lugar nenhum do mundo. A política do "farinha pouco, meu pirão primeiro" está em todo o ocidente.
Vi muitos mendigos em Paris, muitos pedintes na Espanha, inúmeras manifestações por melhorias nas condições de vida das pessoas, fui alertada (mais de uma vez) a tomar cuidado com meus pertences pois havia muitos ladrões por lá.
A globalização me mostrou ali o seu lado nefasto, onde o desemprego reina entre os jovens, onde a perspectiva de melhoria é nula. Vi ali, naquela Europa de 2011, um pouco do que eu via no Brasil dos anos 80 e fiquei triste. Não tanto por eles, mas por perceber que aquela ilusão que nós temos de que na Europa tudo é diferente, não passa mesmo de uma ilusão.
Só o que resta ali na Europa, de diferente, e que eu ainda pude perceber, é a confiança nas pessoas. Lá ainda se confia na palavra do outro. Basta dizer que as pessoas pressupõe que aquilo é verdade. A pergunta é: até quando isso vai durar?

VIAGEM REALIZADA EM JULHO DE 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vulcão Chileno


Olá, amigos

As coisas andam complicadas no mundo...é terremoto, tsunami, vulcão...parece que o mundo está implodindo!
A última noticia que preocupou sulamericanos e até neozelandeses foi a erupção do vulcão chileno Puyehue. As cinzas expelidas por ele fecharam e ainda estão fechando o espaço aéreo de vários países, incluindo o Brasil, Argentina, Uruguai e até a Nova Zelândia que já tinha problemas suficientes com seus terremotos!
Ano passado um vulcão de nome impronunciável, na Islândia, também fechou o espaço aéreo europeu por um mês. Alguns amigos meus tiveram que cancelar ou modificar as datas de suas viagens. Esse ano a Islândia deu o ar da graça novamente com outro vulcão, mas esse era menos feroz e tudo se normalizou rápido.
Hoje eu já soube que outro vulcão em Eritreia, que fica entre o Sudão e a Etiópia, também entrou em erupção e prejudicou o espaço aéreo no Oriente Médio e na África.
O que está havendo com a Terra, afinal?
Talvez seja a resposta a anos em que ela aguentou o ser humano destruindo, desmatando, jogando resíduos em rios, gases na atmosfera e toda a sorte de malefícios que fizemos com nosso planeta nos últimos anos pós revolução industrial.
Muito triste ver que justamente agora, quando as viagens estão economicamente mais acessíveis, o planeta resolveu se vingar de tudo o que fizemos com ele e temos que deixar de viajar não por falta de dinheiro, mas por falta de condições meteorológicas provocadas por eventos que eram extremamente sazonais e que se tornaram corriqueiros.
Vamos esperar para ver como as coisas ficam nas próximas semanas, nos próximos meses e até nos próximos anos, mas algo me diz que em 2021, daqui a 10 anos, será muito mais complicado viajar, pois esses eventos serão muito mais frequentes. Não que eu seja pessimista, mas a realidade se coloca em nossa frente de uma forma tão explícita que fica difícil ter complexo de Pollyana numa hora dessas.

Até Breve!

p.s. A foto foi copiada do Google imagens, mas infelizmente não consegui descobrir o autor.

terça-feira, 22 de março de 2011

A paciência "tsunâmica" dos japoneses

Olá, amigos!

Passado algum tempo do terrível terremoto/tsunami que atingiu o Japão, não venho aqui com nenhuma intenção de dar notícias sobre o assunto, até porque esse é um blog de viagens, contudo, apesar de o Japão nunca ter feito parte das minhas intenções de viagem, tenho que mencionar a admirável paciência que venho percebendo nos japoneses! É incrível como eles se importam com o outro!
Tenho um conhecido que mora lá (a cidade dele não foi atingida!) e ele já havia me falado sobre essa cultura oriental de tentar importunar o mínimo possível o outro. Ele havia dito que os japoneses usam máscaras no seu dia a dia justamente para não contaminar o outro com uma possível gripe; os japoneses, ao chegarem em casa, tiram seus sapatos para não importunar o vizinho do apartamento de baixo; ou ainda: no metrô todos ouvem suas músicas (COM FONES DE OUVIDO!!! Será que os cariocas já ouviram falar nisso??) e nem olham para os outros para não correr o risco de estarem sendo inoportunos e indelicados. Achei tudo isso muito estranho, mas agora, vendo a tragédia que se abateu sobre aquele país, percebo o quanto esse tipo de cultura é importante para manter a ordem.
Vi pessoas ficando horas (literalmente!) nas filas dos postos para abastecerem seus carros. Sem reclamar. Sem buzinar. Apenas esperando, pois todos estavam ali na mesma situação! E, como eles têm a consciência de que ninguém é melhor que ninguém, de que ninguém precisa mais que ninguém, simplesmente não há arruaça, não há confusão. TODOS esperam sua vez com calma.
Também vi senhores e senhoras ficarem horas em filas para receberem um bolinho de arroz, o que seria toda a sua refeição diária, pois é o que o governo está podendo dar a todos. Ninguém reclama ou protesta. Todos sabem que, quem está ali, naquela situação, está porque não tem o que fazer, por isso, protestar seria inútil.
Há uma cultura de paciência intrínsica aos orientais e é isso que evita o caos de saques, assaltos e imposição de toque de recolher, que é o que normalmente acontece nos países ocidentais que passam por tragédias semelhantes. Fiquei admirada em ver como um país pode reagir de forma tão positiva e pacífica a uma tragédia dessa proporção! Até tive vontade de estudar mais sobre essa cultura que, confesso, nunca me interessou muito. Porém, agora, vendo o comportamento exemplar desse povo passei a admirá-los e até a ter vontade de conhecer tudo mais de perto um dia.
Fico vendo o brasileiro que nem precisa de tragédia para mostrar seu imenso egoísmo! Sua política de "farinha pouca, o meu pirão primeiro!". É tão triste perceber o pouco que as pessoas se importam umas com as outras. Vejo gente nos ônibus, literalmente, roubando o lugar dos idosos, grávidas e deficientes. E nem se importam! Acham que têm razão!  São as mesmas pessoas que ouvem música em seus celulares SEM fone de ouvindo, obrigando todo o ônibus a compartilhar de seu mau gosto musical. Certamente são as mesmas pessoas que furam fila no banco, que não devolvem um troco que recebem a mais ou que sonegam impostos inventando dependentes inexistentes para poderem pagar menos.
Todas essas atitudes revelam a falha de caráter latente no brasileiro (provavelmente na maioria dos ocidentais, mas só posso falar pelo meu país) que aprendeu que o certo é levar vantagem em tudo, mesmo que, para isso, tenha que prejudicar outras pessoas. E isso vai desde o limpador de rua até o presidente da república. São poucos os que escapam! Honestidade virou artigo de luxo nesse país! Pior: quem é honesto passou a ser visto como idiota, como alguém que não merece ser levado a sério.
Às vezes eu fico imaginando o que aconteceria se uma tragédia como a do Japão acontecesse por aqui! Como a população se comportaria? Eu sei que existem muitos brasileiros dispostos a ajudar os outros, haja vista as campanhas feitas na época da tragédia da região serrana, mas mesmo nesse episódio, que foi a maior catástrofe natural do país, houve desvio de doações e, provavelmente, de verbas para as mesmas.
Infelizmente fomos forjados no ferro do "jeitinho brasileiro" onde todo desvio de caráter é justificável para trazer vantagens a quem o desviou.
Quem dera o Brasil pudesse aprender um pouco com os japoneses que sabem respeitar seu próximo e que pensam que o outro é um igual e não um inimigo.

Até a próxima!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Voo da Air France desaparece

Saudações!

Passei o dia hoje vendo o noticiário sobre um avião da Air France que fazia a rota Rio-Paris e que desapareceu ontem à noite. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. A hipótese mais provável é que ele tenha sofrido alguma pane e tenha caído no oceano Atlântico. Não há nada conclusivo até agora.

Fiquei muito triste com a notícia. Triste, assustada, perplexa. O Avião era um dos mais modernos da atualidade e, ainda assim, sumiu sem deixar rastros. Sei que esse é, estatisticamente, um dos meios mais seguros para se viajar e, embora eu sempre tivesse tido medo de avião, esse acidente não fez meu medo piorar...talvez porque eu tenha me solidarizado com as pessoas que perderam parentes e amigos nesse voo. Conheço pessoas que tinham amigos nesse voo...fiquei triste por eles.
Como disse o Ricardo Freire, no seu blog Viaje na Viagem:
"Sei, porém, que nessas horas a gente descobre que o mundo é pequeno. E que, além da tristeza pelo desparecimento de duzentas pessoas, vamos acabar chorando a perda de alguém que conhecemos — ou de alguém importante para alguém que conhecemos."
Faço minhas as palavras dele. E depois me calo, em solidariedade às famílias dos desaparecidos do voo 447.

A bientôt!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A viagem dos porcos voadores

Saudações!!

A chamada gripe suína começa a dar indícios de que, provavelmente, será pior que a gripe aviária. Ela está por aí, contaminando as pessoas. No México, onde ela começou, o pânico já está instalado! Escolas cancelaram as aulas por tempo indeterminado, as pessoas evitam sair de casa, ir a locais com muita concentração de gente como cinemas e metrôs e quando têm de sair, usam máscaras cirúrgicas para tentar se proteger. 8 pessoas já morreram. Quase 100 estão contaminadas.
Aqui a gripe ainda não chegou de fato. Há apenas suspeitas, mas em países como EUA, Canadá e Espanha, alguns casos já foram confirmados e as pessoas estão sendo tratadas pelas autoridades sanitárias.
Ando preocupada com essa celeuma toda. Minha viagem está marcada e um dos locais por onde vou passar é a Espanha, que é um dos países da Europa com maior número de casos da doença! Contudo, a minha maior preocupação é que a coisa se alastre a um ponto em que não possamos mais ir e vir normalmente. Os aeroportos já estão cancelando voos de e para o México.

É claro que tudo pode ser apenas uma faísca e o incêndio propriamente dito nem vir a acontecer, mas na dúvida, é bom criar um plano B para a viagem. Como diz um amigo meu: "Não se deve sofrer por antecipação". Estou me esforçando pra seguir esse conselho, mas devo confessar que não está fácil...
Espero que tudo acabe bem como das outras vezes...e depois da doença da vaca louca, da gripe aviária e da gripe suína, o peixe que se cuide, porque ele é a bola da vez!!

A bientôt!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tinha uma crise no meio do caminho...

Saudações!

Parece que as bruxas estão soltas na economia mundial! Começou com uma crise na bolsa de Nova York que veio como uma bola de neve (ao que parece, virou avalanche) arrastando tudo o que encontrava pela frente...o dólar disparou! Aliás, uma reação bem estranha, já que há uma recessão iminente nos EUA. Raios, como a moeda deles pode se valorizar em plena recessão??? Mistérios impossíveis de entender...
Há vários bancos quebrando na Europa. A França já se declarou em recessão. A Bovespa, de São Paulo, fechou em baixa histórica hoje (-15%) e não há vislumbre de luz no fim desse túnel para um futuro próximo. Isso me preocupa.
Eu tive alguma sorte, pois peguei o último dia de queda do dólar quando comprei minha passagem para Buenos Aires. Contudo, isso não me deixa mais feliz, já que, ao chegar lá, a crise vai se fazer notar em qualquer compra que eu pense em fazer ( e eu nem ia a turismo!!).
Essa crise me preocupa não só porque estou pensando em viajar, mas também porque a possibilidade de uma diminuição real do poder aquisitivo aqui no país existe e isso significa juros mais altos, combustíveis mais altos, passagens mais altas, comidas mais altas, enfim, contas mais altas.
Para pessoas como eu, que já passaram por tantos planos econômicos, por 6 mudanças de moeda, por uma inflação de 80% ao mês, pensar em recessão mundial dá um certo frio na espinha! Um medo de que toda a solidez que o Brasil construiu nos últimos 14 anos seja pulverizada entre câmbios, bolsas e empréstimos...
Espero que o presidente Lula esteja certo e que a crise americana (ou seria mundial?) passe por aqui como um leve tremor de terra somente e não como um terremoto capaz de atingir 8 pontos na escala Richter.

A bientôt!