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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Uma nova chocolateria e o museu decorativo em Buenos Aires

Hola, amigos!

Estava eu arrumando minhas coisas de viagem outro dia e me deparei com o potinho (vazio, infelizmente) de uma chocolateria lá de Buenos Aires que conheci nessa minha última viagem.
O nome é Rapa Nui Chocolates (http://chocolatesrapanui.com.ar/) que fica na Calle Arenales 2302, na Recoleta, perto do metrô Puyerredon. A primeira loja da Argentina ficava em Bariloche e essa loja de Buenos Aires é nova.
A loja estava lotada quando cheguei e parece que o ponto forte deles é o sorvete, mas eu não cheguei a provar. Fui até o caixa e pedi um FraNui, que é um potinho cheio de framboesas cobertas com uma camada de chocolate branco e outra de chocolate ao leite. Vem geladinho e se você não for consumir no mesmo dia, melhor conservar na geladeira.
É simplesmente DELICIOSO! O azedinho da fruta combina perfeitamente bem com o doce do chocolate.

o potinho que guardei 
a tampa para você não errar na hora de comprar


Já estava pela metade quando lembrei de tirar foto

uma framboesa com uma camada de chocolate branco e outra de chocolate ao leite
Da loja fui a pé até o Museu de Arte Decorativo (Avenida del Libertador, 1902) que foi criado em 1937. O portão já é lindo!


O prédio tem estilo francês e é bem bonito. Lá dentro tem mobiliário de época, pinturas, esculturas e muitos objetos de arte.







No fim, passamos no bistrô que existe no pátio chamado "Croque Madame". Fizemos um lanche bem ao estilo francês.
Comendo um "Croque Monsieur" no Bistrô Croque Madame



Aliás, o bairro da Recoleta tem muita influência da França e dá até para se sentir em Paris em determinadas esquinas. Por outro lado, tem uma parte do bairro que me lembra muito a zona sul aqui do Rio de Janeiro, especialmente Flamengo e Ipanema. A diferença é que lá não tem praia.
É muito gostoso passear pelas ruas do bairro e só não andamos mais porque eu estava com o pé bem dolorido por algumas bolhas. Mas ainda assim tive pique para passar na esquina da ruas Defensa com Alsina, em San Telmo, para ver que a estátua da Mafalda, que reinava absoluta, agora ganhou novos amiguinhos.


O dia foi bem proveitoso e essa viagem a Buenos Aires, embora tenha sido rapidinha, foi muito divertida!

Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2015



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Conhecendo um Puerto Madero diferente

Hola, amigos!

Um dos passeios bacanas que fiz nessa minha última viagem a Buenos Aires foi ao bairro de Puerto Madero. Claro que eu já havia ido lá outras vezes, mas nessa viagem foi diferente, pois fiz coisas que nunca havia feito naquelas bandas.
Pra começar descobri que existia um museu do Humor por lá, na Avenida de los Italiano, 851. E esse era um lugar que eu tinha muita vontade de conhecer (especialmente depois dos atentados que mataram cartunistas na França) e, como não podia deixar de ser, bem na porta estava uma placa “eu sou Charlie”, além de algumas manifestações no interior do museu, que é pequeno, com apenas 4 salas, porém  há muito material interessante lá dentro, desde historinhas infantis com o personagem do Matias, bem conhecido nas tirinhas argentinas, até charges de cunho social e político. Vale a pena conhecer.

O prédio do museu com uma manifestação pelos franceses mortos no atentado

O prédio em si já é lindo!


Matias, nosso cicerone durante a visita ao interior do Museu






Depois do passeio cultural, fomos almoçar em um daqueles restaurantes muito chiques, caros e lindos que existem por  lá. Escolhemos o “La Cabaña”, bem em frente  ao Rio da Prata. O local é lindo, todo decorado em estilo rústico (até o banheiro, que parece um calabouço! Bem original!). O atendimento é maravilhoso! O garçom foi super simpático. Pedimos uma “colita de cuadril” (que equivale a nossa “maminha de alcatra”) com batata souflée. Mas ganhamos um couvert bem gostosinho e uma entradinha deliciosa, com uma micro empanada quentinha que estava divina!
Comemos muito bem! E pagamos muito bem também, mas havíamos nos preparado para isso ( a conta deu mais ou menos 200 reais para duas pessoas, já incluindo a gorjeta). Foi um almoço memorável! Um lugar lindo e um atendimento de primeira! Recomendo muito! Além disso, para quem vem do Brasil, existe a possiblidade de pagar em reais. A cotação não é das melhores mas também não é tão ruim.

Para não errar, a frente do restaurante tem essa cara

banheiro que parece um calabouço

couvert delícia!

Entrada mais que especial....essa empanada tava tudo de bom!
Meu prato de carne que derretia na boca!



acompanhadas de Batata Souflée
 Não comemos sobremesa porque queríamos tomar um sorvete no Freddo, que apesar de ter chegado ao Brasil, não tem os mesmos sabores que o portenho.
Claro que voltamos andando para o hotel, afinal tínhamos que gastar aquele monte de caloria ingerida! Contudo, um passeio pelas ruas de Buenos Aires nunca é sem graça...a gente passa por belas igrejas...

Basílica Nossa Senhora de la Merced

Galerias lindas.....

Galeria Guemes

A bela arquitetura portenha
 E uma arquitetura de cair o queixo! Não me canso de admirar a beleza arquitetônica dessa cidade!


 Hasta Luego! 

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2015

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Gardel: um ícone da cultura portenha


Hola, amigos!

Hoje acordamos mais tarde que de costume, pois estávamos um tanto cansadas de tanto andar em Colônia naquelas ruazinhas com calçamento pé-de-moleque. Pegamos o metrô para irmos ao bairro de Abasto onde está a Casa-museu Carlos Gardel ( calle Jean Jaurés, 735. Funciona segundas, quartas e sextas de 11h às 18h e sábados e domingos, de 10h às 19h.). Eu já conhecia esse pequeno museu que foi, na verdade, a casa onde o cantor morou até sua morte em 1935 num acidente de avião.
Bairro Abasto com homenagem a Carlos Gardel

Lá dentro está a mobília dele, discos, filmes, revistas e jornais da época. É bem interessante para quem quer conhecer um pouco mais desse ícone do tango portenho.

Gramofone de Gardel

Sorriso de Gardel: um símbolo do cantor

Escritório de Gardel

Banheiro de Gardel com seus apetrechos de barba

Muito interessante também é observar o bairro de Abasto com seus filetes, um tipo de pintura característico daqui e nas ruas do entorno da casa de Gardel há músicas decorando as paredes das casas e o chão. Lembra um pouco o bairro carioca de Vila Isabel. Gostei bastante.

Pintura chamada de "Filete", um símbolo do bairro e posteriormente, de Buenos Aires

Música no muro

Música na calçada
Ao chegarmos no metrô de volta começou a chover forte então voltamos para o apartamento e mais tarde, que pretendíamos ir ao Café Tortoni, acabamos nem indo e só fomos até o Havanna pois eu queria muito tomar um submarino, que é um leite quente com chocolate derretido. Dali voltamos para casa.
No dia seguinte foi nosso último dia em Buenos Aires então decidimos ir ao "El Ateneo", aquela livraria deliciosa que era um teatro antigo. Passamos algumas horas por lá, inclusive almoçamos lá mesmo. Comida deliciosa e nem era tão caro quanto eu imaginei que poderia ser.

Livraria El Ateneo

Comida deliciosa no Ateneo

 De lá fomos passear  um pouco na Avenida Corrientes pois eu queria procurar umas lojinhas estilo brechó que eu conheci em 2009, mas elas não existiam mais. A crise deve ter acabado com elas. Aliás, a crise econômica aqui em Buenos Aires está fortíssima e acho que vou passar, pelo menos, uns 2 anos sem voltar.  Tudo está caro demais. Uma pena porque adoro essa cidade e fico triste de ver a decadência de um lugar que tinha tudo para ser maravilhoso.
Fomos para a casa para arrumar as malas, pois no dia seguinte teríamos uma longa espera no aeroporto.
Voltamos para o Brasil um pouco mais tristes de ver que os paraísos vão se esfarelando. Foi com essa sensação que voltei de uma Buenos Aires mais suja, mais violenta, mais cara. Realmente acho que "olhos de primeira vez" nos deixam meio cegos para as mazelas dos lugares que só conseguimos perceber depois de ir muitas e muitas vezes lá. Mas a despeito disso tudo, continuo amando Buenos Aires.
Até a próxima!

VIAGEM REALIZADA EM DEZEMBRO DE 2012

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Buenos Aires pela quinta vez


Hola, amigos!
Mal cheguei da viagem da Europa e já emendei em outra para a terra de Gardel. Aproveitamos um programa de milhagens para visitar mais uma vez Buenos Aires, essa terra de que tanto gosto. Chegamos anteontem à noite, pois como viemos por milhas não tínhamos muitas opções de horários e acabamos tendo que fazer conexão em Porto Alegre. Os dois voos foram bem tranquilos e, embora eu soubesse que a Gol agora cobra pelos serviços de bordo, nos dois voos que fizemos a comida e a bebida eram gratuitas.
Dessa vez eu resolvi alugar um apartamento em Buenos Aires, do mesmo modo que costumo fazer quando vou a Paris, só que por aqui isso não é muito comum, então não foi tão fácil de encontrar. Conseguimos um estúdio na avenida Córdoba com um preço bem razoável e que  acomoda até 4 pessoas! Ele tem o básico: camas, um armário bem grande, Tv com vários canais a cabo, telefone, frigobar, fogão, microondas, torradeira, utensílios de cozinha, adaptador de tomada, ferro e tábua de passar roupa, secador de cabelo, toalhas e lençóis incluídos. O único problema dele é a limpeza que deixa a desejar, mas acho que isso é cultural pois tudo o que vejo por aqui não é lá muito limpo...a vantagem é que muito bem localizado, silencioso, perto de mercados e comércio em geral e bem perto do Porto que é onde pegaremos um barco para irmos a Colônia do Sacramento, no Uruguai, no fim de semana.
No dia seguinte à nossa chegada, fomos tomar café no “Il Grand Café” que fica na esquina da Avenida Córdoba com a Calle Florida. Café da manhã bem gostoso com medialunas (que é o croissant portenho), queijo e presunto, doce de leite, suco de laranja natural e café com leite. Contudo os preços aqui estão caríssimos! Eu sabia que a inflação de Buenos Aires estava alta, mas não imaginei que fosse afetar tanto o preço da alimentação. Restaurantes caros, mercados caros, isso sem falar nas lojas que estão proibitivas. Quem ainda acha que pode vir a Buenos Aires fazer compras, tem de se preparar para gastar muito, pois tudo custa mais do que no Brasil.
Depois do café e das compras de mercado (há um Carrefour na esquina da Suipacha com Paraguay)necessárias para abastecer o apartamento, fomos passear um pouco. Primeiro andamos até a Basílica de Nossa Senhora da Merced ( Calle Reconquista, 207), muito bonita.

Basílica Nossa Senhora de la Merced
 Dali andamos até a Plazoleta San Francisco (esquina das calles Alsina e Defensa), mas quase não a reconhecemos de tão depredada que estava. Uma pena! Em frente, havia uma outra Igreja dedicada a São Francisco de Assis, e, ao lado dela, um pequeno museu gratuito que fomos visitar. Depois fomos fazer a visita guiada à “Manzana de las Luces” que é o quarteirão das luzes, sendo que aqui “luzes” tem o significado de “ideias”, pois era o lugar onde estava o conhecimento na época da fundação da cidade. Havia colégios, conventos, igrejas, tudo feito incialmente pelos jesuítas. A visita é bem interessante e custa 15 pesos por pessoa. Acontece todos os dias às 15h, sendo que nos fins de semana há também visitas às 16h30 e às 18h.

Manzana de las luces

exposição de roupas antigas na Manzana de las luces

túnel dentro da Manzana de las luces

Terminada a visita, fomos passear um pouco por San Telmo e ver a estátua da Mafalda (esquina das calles Defensa e Chile), personagem de Quino, um cartunista portenho bem querido por aqui. Tiramos fotos e depois fomos andar mais um pouco.

Mafalda 
Chegamos em casa bem cansadas e dormimos cedo. No dia seguinte, saímos para trocar dinheiro na Calle Sarmiento que é onde ficam algumas casas de câmbio confiáveis por aqui. Na saída do banco, sentimos um cheiro estranho no ar, continuamos andando e fomos envolvidas por uma névoa com um cheiro adocicado bem forte que lembrava aqueles carro de “fumacê” que passam no Rio na época da dengue. Fomos direto para casa e lá descobrimos que havia acontecido um acidente no porto, onde um container com pesticida vazou e transformou a cidade num caos. Prédios foram evacuados, as crianças saíram mais cedo das escolas e o trânsito ficou complicado. Como se não bastasse, São Pedro devia estar de mau humor porque mandou uma chuva absurda para cá que alagou vários bairros. Resultado: metrôs foram fechados, os ônibus não conseguiam passar e o trânsito que já estava difícil, simplesmente parou. A sorte é que estávamos em casa vendo tudo pela Tv, pois diante da nuvem de pesticida, alertaram para que as pessoas não saíssem de suas casas para evitar inalar aquele cheiro e irem parar no hospital como havia acontecido com algumas.

No outro dia, amanheceu um céu azul e um lindo sol, nem parecia que havia chovido tanto no dia anterior. Saímos cedo e fomos ao Jardim Bothanico, que tem um metrô bem na porta chamado “Plaza Italia". Por algum motivo desconhecido não estavam cobrando entrada no metrô, então fomos e voltamos de graça. Talvez tenho sido para compensar o caos do dia anterior.

Jardim Bothanico
De lá tentamos ir ao Museu Evita, mas ele estava fechado (mais outro mistério da capital portenha), então seguimos até o Museu de Arte Popular José Hernadez (Avenida del Libertador, 2373), porém chegamos cedo demais já que de quarta a sexta, ele só abre de 13h às 19h (sábado e domingo ele funciona de 10h às 20h), então fomos fazer uma hora almoçando num restaurante em frente chamado “Dandy” que tinha uma comida horrível e cara, mas como não havia outro pela região, acabamos tendo que comer ali mesmo. Não recomendo a ninguém.
Finalmente conseguimos ir ao Museu que é bem bonitinho e tem uma coleção objetos de prata bem interessante. Estava acontecendo também uma exposição de presépios artesanais e uma outra com miniaturas em madeira e papel machê muito bacana.


exposição de presépios

De lá fomos conhecer a fachada da casa onde viveu o poeta Jorge Luis Borges e caminhamos até uma lojinha bem divertida que eu havia conhecido através de outro blog (http://finestrino.com.br/?p=11192)     e que vende doces em forma de remédio para curar males da alma. O nome da loja é Dr. Candy e fica na Pasaje Santa Rosa 4985, bem perto da Plaza Cortázar.

fachada da casa de Jorge Luis Borges
Já cansadas de tanto andar, voltamos para casa para descansar um pouco e depois saímos novamente apenas para dar uma voltinha e tomar um café com alfajor no Havanna, pois vir a Buenos Aires e não comer no Havanna não tem graça.
Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM DEZEMBRO DE 2012