terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os esgotos de Paris

Bonjour, amigos!

Como é bom poder acordar tarde quando se viaja!!! Hoje era o segundo dia do meu passe de museu que vale por 4 dias consecutivos, então, fui aos lugares que ele dava direito. Primeiro, peguei o metrô até a estação Alma-Marceau, atravessei a Ponte de L'Alma e fui visitar o Museu dos Esgotos de Paris (ingresso a 4,30 euros para quem não tem o passe). Parece estranho, sendo Paris a cidade linda que é, alguém querer visitar seus esgotos, mas, no meu caso, essa visita tinha a ver com meu querido escritor francês Victor Hugo que, ao escrever “Os Miseráveis”, colocou seu personagem principal Jean Valjean para atravessar os esgotos da cidade.
Achei impressionante como era tudo limpo e o cheiro (que eu imaginava ser terrível!) era quase imperceptível!


O esgoto de Paris data de 1370, quando construíram os primeiras calhas para coleta da água da chuva. Contudo só com Napoleão I aparecem os primeiros dutos cobertos, porém é só com o fantástico prefeito Barão de Haussmann que, em 1850, Paris recebe a rede de canos e dutos que alcançava 600 km de extensão e que tinha um sistema de bombeamento das águas sujas para baixo do Sena, longe da cidade. Uma inovação para a época. É claro que essa rede foi ampliada e reformada, no entanto, basicamente, continua a mesma desde aquela época.



Quando a gente entra, o moço da bilheteria oferece um mapa na língua desejada (ou quase, pois não tem português, mas espanhol serviu bem) e a gente vai lendo o que é o quê e vai seguindo as placas (adoro placas!!!) dizendo a direção da visita. Não tem como se perder, é tudo muito bem sinalizado e só está aberto ao público o caminho que deve ser percorrido, qualquer outra entrada está com uma fita escrito “proibido passar”.



Lá no meio, há uma explicação sobre o livro de Victor Hugo, dizendo que ele conhecia o inspetor dos esgotos da época, isso fez com que ele pudesse narrar, com riqueza de detalhes, as aventuras de seu personagem por um lugar em que ele próprio nunca esteve. Há um desenho de Jean Vajean carregando Marius inconsciente. É uma passagem famosa do livro.


Gostei da visita. Foi bem diferente do circuitão turístico aos quais as pessoas que vêm à Paris estão acostumadas. É muito bom ter tempo sobrando em Paris para poder fazer esse tipo de passeio. De lá fui ao Museu Quai de Branly, que fica quase do lado. O Paris Museum Passe também dava direito a ele. Este é um museu bem diferente, a começar pela sua entrada, com uma parede entremeada de hera e outras plantas se confundindo com as janelas. É interessante. Descobri que esse é um edifício-ponte que se projeta sobre uma farta vegetação e que segue a linha do Sena, portanto, é em curva (claro que é um prédio moderno e sua inauguração foi em 2006).



Ao entrar (pegue um mapa na entrada), pode-se ver obras da Ásia, Oceania, África e Américas. Fotos sem flash são permitidas. Havia muita coisa bonita e muita coisa estranha (pelo menos pra mim que não estou familiarizada com esse tipo de arte). Dá pra ficar umas boas duas horas lá dentro ou mais.



Como eu estava ao lado da Ponte de L'Alma, de onde saem os Bateaux Mouches e eu tinha um monte de ingressos para eles, resolvi fazer meu terceiro passeio de barco pelo Sena. Desta vez tirei fotos de uma Paris em sépia. Muito bonita!





De lá, peguei o metrô até a estação Saint-Germain-des-prés, pois, atrás da Igreja, há a rue Bonaparte onde no número 21 está a famosa confeitaria Ladurée com seus deliciosos macarrons (é uma espécie de suspiro macio com recheio dentro, dos mais variados sabores) e éclairs (no Brasil, chamamos de “bomba”). Eu queria comprar o éclair de pistache, que comi ano passado e era delicioso, mas tinha acabado, então comprei uma caixinha com macarrons sortidos e votei andando para casa, já para compensar a quantidade de calorias que será ingerida mais tarde.

A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM AGOSTO/SETEMBRO DE 2010