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domingo, 20 de novembro de 2016

A eterna busca do meu lugar

Olá amigos!




Esses dias uma ex-aluna minha me perguntou sobre Roma. E, curiosamente, Roma, a tão aclamada cidade eterna, foi uma das poucas cidades em que estive e da qual não gostei.
Fui a Roma, a primeira vez, em 2010 e relatei aqui no blog minhas impressões dessa cidade que considerei um tanto caótica, suja e sem informações básicas para os turistas que não vão em excursão. Fui muito criticada por ousar não gostar de Roma. Algumas pessoas me consideraram quase como uma herege da religião viajante! 
Achei engraçado porque dá a impressão que, por ter um blog, eu sou obrigada a amar todos os lugares para onde vou e a falar bem de todos. Quem leu meus posts sobre Roma viu que, em nenhum momento, eu disse que a cidade não era bonita ou que não tinha uma história incrível. Pelo contrário! Foi exatamente por considerar Roma como uma "deusa" das cidades, tamanha a sua importância histórica e cultural para o mundo, que eu fiquei decepcionada em ver como eles tratavam o turista independente por lá.
Dei uma nova chance à cidade em 2015, quando fui passar uma temporada na Toscana e fiquei 2 dias em Roma. Continuei não gostando. Aliás, dessa vez foi ainda pior que da primeira, por isso nem me animei em escrever nenhum post a respeito.
Mas estou escrevendo esse post hoje porque tudo isso me fez pensar no porquê gostamos ou não de um lugar quando viajamos. Quais as nossas expectativas? Que gosto individual é esse que vai fazer eu me apaixonar por um lugar e ser indiferente a outro? 
Eu sou o tipo de pessoa que estuda e lê muito sobre os lugares para onde vou bem antes de ir. Minhas viagens começam meses antes, na leitura de guias, revistas, blogs; na busca por vídeos, por depoimentos de quem já foi, por troca de experiências através de grupos no facebook. Eu não sou o tipo de turista que vai para um lugar sem saber o que existe lá para ser visto, explorado e conhecido. 
E eu não tenho o menor problema em "ser turista". Eu faço programas clichês de turista sim. E gosto. Mas também busco outras atividades menos conhecidas (quem acompanha meu blog já viu aqui alguns programas  nessa seara). 
Eu fiquei me perguntando o que certas cidades como Conservatória, Paris e Buenos Aires têm que me encantam tanto e me fazem querer voltar sempre e sempre! (Agora Sevilha entrou nessa lista, pois fiquei extremamente encantada pela cidade andaluza) Mas que, para minha surpresa, Veneza não teve. Só fui a Veneza uma vez em 2010. Passei 10 dias lá realizando um sonho que vinha comigo desde a  adolescência. Foram 10 dias  vivendo em um universo paralelo simplesmente maravilhoso porque Veneza era tudo o que eu sonhava e até mais, porém (e curiosamente) eu nunca senti necessidade de voltar. Foi uma cidade que, certamente, encantou meu coração, assim como Madri, Bruxelas, Genebra, Montevidéu, Avignon, Colônia do Sacramento, São Paulo, Campos do Jordão e tantas outras cidades pelo mundo, contudo não são lugares em que eu "precise" voltar, como acontece com Conservatória, Paris, Buenos Aires e Sevilha. 
Há uma conhecida minha que está morando em Beirute. E, a despeito de tudo o que falam sobre as cidades árabes, ela está muito feliz. Da última vez que nos falamos, ela me disse que tinha encontrado  o seu lugar no mundo. Talvez seja esse o motivo que me faz querer voltar tantas vezes: nesses lugares eu encontro um pouco do meu lugar no mundo. Seriam lugares onde eu gostaria de morar (menos Sevilha porque é muito quente no verão) 
Acho que você, que está lendo esse blog agora, deve ter essa mesma sensação com algum dos lugares em que já esteve. Conta aí, na caixa de comentários, para qual lugar você sempre volta em toda viagem.  

domingo, 17 de julho de 2016

Flanar, o verbo que os franceses conjugam melhor que ninguém

Bonjour, amigos!

Uma das coisas que eu fiz em Paris, nessa viagem, foi flanar! Aproveitei que o tempo estava bom (leia-se: sem chuva, porém não sem frio) e andei muito! Tanto a pé como de ônibus. Aliás, baixei vários aplicativos de transporte de ônibus em Paris. Todos super úteis e gratuitos. Os que mais usei foram o Terminus (https://play.google.com/store/apps/details?id=fr.dechriste.android.terminus); o Paris Go (https://play.google.com/store/apps/details?id=fr.dechriste.parisgo) e o Paris Bus Map ( https://play.google.com/store/apps/details?id=com.ilicit.paris.bus.hd). Andar de ônibus comum em Paris vale muito a pena! As paisagens são sempre lindas! 
Fui novamente a lugares já conhecidos, como a Place des Vosges e Montmartre,o famoso bairro boêmio e artístico, para onde sempre volto em todas as viagens, tamanho é o charme desse bairro alto.


Place des Vosges 

Place des Vosges

Place des Vosges

Place des Vosges



Carrossel com a Sacre Coeur ao fundo em Montmartre

Esse dispensa apresentações

Quadrinhos que são a marca registrada de Montmartre

As belas escadas de Montmartre

Passeei pelo Opera e fui à Galerias Laffayette em pleno pôr do sol, o que me garantiu lindas fotos a partir do terraço.

Cúpula da Laffa

O belo pôr do sol visto do terraço
Também fui a Place de la Republique, local que ficou conhecido pelo tributo aos mortos nos atentados de Paris (tanto o do Charlei Hebdo como o do Bataclan). Confesso que deu uma certa angústia ler todas aquelas frases, ver todas aquelas bandeiras de vários países e aquelas velas acesas, mesmo depois de 2 meses do último atentado. 
Place de la Republique e o tributo feito por e para pessoas de vários países do mundo

Tributo emocionante
E andei muito. Passeei muito pela margem do Sena, observando os bouquinistes, passei várias vezes em frente a Notre Dame, ao Louvre e a Torre Eiffel. Andei por ruas conhecidas e desconhecidas. Descobri lugares novos e revi os antigos. 

A Pont des Arts, famosa por seus cadeados, teve seus painéis trocados por painéis de vidro para a preservação da ponte

Pont des Arts

Esse artista estava ali, ao lado da Notre Dame, tocando "La vie en Rose" quando eu passei. Tinha como encerrar minha estadia na França de forma melhor? 

Enfim, tive Paris só para mim naqueles 10 dias em que estive lá e fui só dela. Vivemos nosso lindo e sazonal caso de amor e voltei feliz para o Brasil, com as energias renovadas e sempre a espera do nosso próximo encontro!
A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016 

domingo, 10 de julho de 2016

Museus dessa viagem em Paris

Bonjour, amigos! 
Nessa minha última viagem, ao contrário do que costumo fazer, fui a poucos museus. Na verdade eu tinha uma lista enorme de museus para ver e rever, mas acabei não tendo tanta vontade de ir e não fui a muitos deles. Claro que voltei ao Louvre, afinal, sempre há um lugar novo e desconhecido dentro desse museu enorme! Dessa vez conheci a arte do Islam, já que eu estava bem influenciada pela arte árabe que tinha visto na Andaluzia. 

Adoro esses mosaicos

Será que esse voa? 



Eu sempre acho que se você só tem tempo de ir a um museu em Paris que esse museu tem de ser o Louvre! É claro que tendo o tamanho que ele tem, não é possível vê-lo todo em um dia, mas e daí? Só o fato de você escolher uma ala e se deliciar com toda aquela arte já vale os 12 euros do ingresso. Separe uma manhã ou uma tarde, pegue seu mapa em português na bilheteria e boa viagem ao mundo da arte! 

Minha escultura preferida de todo o Louvre: A Vitória de Samotrácia

Trono de Ceres

Conheci dois museus bem semelhantes nessa minha viagem. Um no Marais, chamado Cognac-Jay cuja entrada é grátis e cujo acervo é da mobília dessa família do século XVIII. (metrô mais perto: Rambuteau ou Saint Paul. Funciona de terça a domingo, de 10h às 18h)




O outro museu, cujo acervo também é de mobiliário foi o Museu da Vida Romântica, onde, no século XIX, funcionava a sociedade de Artes e Letras, frequentado por Rossini, Delacroix, Chopin, entre outros. A entrada também é gratuita e o metrô mais perto é a estação Pigalle. Também funciona de terça a domingo de 10h às 18h.




Um outro lugar bem bacana que conheci nessa viagem foi o Musée des Arts Forains, que fica nos pavilhões em um bairro um pouco mais afastado do centro, chamado Bercy.
O lugar é incrível! Na verdade só é possível visitar esse museu em visita guiada (inglês ou francês) e com ingresso comprado com antecedência. Caso você queira arriscar ir, pode até esperar para ver se vai sobrar vaga em algum grupo, mas aconselho a comprar antes mesmo, pelo site ( http://www.arts-forains.com).
A proposta desse museu é ser uma viagem ao tempo da Paris da Belle Époque, cheia de parques, carrosséis, jogos e muita festa! A gente vai sendo levado, sala a sala, onde um guia nos conta a história daqueles objetos e, em alguns, podemos brincar. Andei de carrossel, joguei um jogo engraçado com garçons segurando uma bandeja, dancei valsa e me diverti bastante. É um ótimo passeio, porém pouco conhecido ainda dos brasileiros. Nos grupos daquele dia não tinha nenhum outro brasileiro além de mim. São apenas 2 grandes grupos por vez que são subdivididos em três, cada um com 25 pessoas. Se vc entende um pouco de inglês ou francês, eu recomendo muito o passeio!

Quando criaram a Torre, criaram junto várias lembranças com esse motivo, já que imaginavam que ela seria destruída em 6 meses, mas não foi....e  hoje é impossível pensar em Paris sem associar à Torre Eiffel

Alguém aí quer ler a mão? 

Andei nesse carrossel também. Foi divertido! 

Esse carrossel de bicicletas aparece no filme Meia Noite em Paris (e anda super rápido, é uma delícia!)

O jogo dos garçons. A gente jogava uma bolinha que caía num buraco e nosso garçom andava, o que chegasse primeiro ganhava

Esses foram os museus que visitei dessa vez. Poderiam ter sido muitos mais, mas eu estava sentindo mais vontade de flanar pelas ruas de Paris. E como estava de férias, foi isso que fiz!
A Bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Paris, Paris e mais Paris

Bonjour, amigos!

Como nessa minha volta a Paris eu não fiz nenhum passeio muito diferente, vou fazer um resumão dos lugares para onde fui nesse e no próximo post, apenas pontuando o que mais me marcou e colocando algumas fotos.
Um dos meus grandes prazeres quando venho a Paris é comer bem, especialmente doces. Os franceses fazem doces realmente deliciosos e lindos! De comer com os olhos. Um dos meus doces prediletos é o éclair, que no Brasil chamamos de "bomba", porém, a massa francesa é muito mais leve, mais suave e o recheio bem menos doce. Nessa viagem, fui a dois lugares onde comi éclairs (éclaires? qual seria o plural de éclair?) incríveis. Um deles foi a Fauchon, uma espécie de épicerie que fica na Place de la Madeleine e onde vende um monte de doces, chás, geleias e outras delícias. Num dia em que eu estava passando por lá resolvi experimentar o éclair de caramel au beurre salé (de caramelo com manteiga salgada) que era simplesmente divino!!!! O sal faz com que o enjoativo do caramelo seja quebrado e a combinação fique perfeita!

Outro lugar onde fui e que foi indicação do amigo blogueiro Jorge Fortunato (http://viajandocomjorgefortunato.blogspot.com.br/) foi o Éclair de Génie. Fui ao de Saint Germain, na rue de L'Ancienne Commedie, mas existem várias filiais pela cidade. A variedade de sabores é menor que a Fauchon, mas a quallidade é igualmente especial. Escolhi o de baunilha e o de caramelo au beurre salé (é, este se tornou meu sabor preferido!)


Uma outra novidade que experimentei esse ano foi o "café gourmet", que é servido cada vez mais em restaurantes. No final, após o prato principal, em vez de se pedir "sobremesa + café", a gente pede esse tal café gourmet que consiste em 2 (ou 3 ou 4) mini sobremesas e um café. Ou seja, o melhor dos dois mundos! Tinha que ser francês  pra pensar nisso! É uma delícia! Pedi duas vezes, uma em um restaurante delicioso perto do meu hotel (que infelizmente não lembro o nome...) e o outro em um restaurante na Place des Vosges chamado  Café Hugo, onde, aliás comi um confit de canard delicioso como prato principal!



Confit de Canard do Café Hugo

Café Gourmet do Café Hugo, no Marais. Tem um mini creme brulée; um mini crumble, um mini mouse e um mini cheesecake, além do café, é claro! 

Nesse café Gourmet há um mini tiramissu e uma mini mouse, além de um biscoito que acompanha o café
Esse ano também voltei a dois lugares que já tinha ido e gostado em anos anteriores. O "Le Fumoir", que fica na rua lateral do Louvre e é ao mesmo tempo restaurante e biblioteca. Lá eu comi uma mistura curiosa de peixe com pedaços de moela de galinha. Parece bem estranho mas, por incrível que pareça, fica delicioso!
Salmão do Le Fumoir
E para finalizar esse post gastronômico, no meu penúltimo dia de viagem fui à Ladurée, aquela loja famosa por ter, se não inventado, pelo menos tornado o macarron famoso no mundo todo quando fez os doces para o filme "Maria Antonieta" de Sophia Copolla. Lá eu comi um delicioso mil folhas de baunilha!


Come-se muito bem em Paris. Para mim, a culinária francesa é uma das melhores do mundo! Não posso dizer que a comida lá seja barata, mas também não é absurdamente cara e vale cada centavo. É verdade que há alguns restaurantes do estilo "pega-turista", mas a maioria é bastante boa e alguns são surpreendentemente bons!
A bientôt!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016

sábado, 21 de maio de 2016

Chegada a Barcelona e visita a Figueres

Hola, amigos!

Saí cedo de Sevilha. E um tanto triste por ter de deixar para trás essa cidade que tinha arrebatado meu coração. O caminho para Barcelona era longo. 5h30 de trem. A  grande vantagem é que eu iria direto, sem precisar fazer baldeação em Madri.
O trem era bem confortável e o vagão de primeira classe me dava direito a uma refeição  que consistia em  pão, azeite e molho de tomate (bem espanhol!),  acompanhado de  uma espécie de torta de batatas com peito de peru, frutas, uma bebida quente e outra gelada.  A grande vantagem de viajar no inverno é que os trens são bem mais vazios!



Cheguei a  Barcelona na estação Sants  e, ali mesmo, peguei o metrô em direção ao meu hotel  que ficava  bem em frente da estação Urquinaona.  O hotel tem o mesmo nome da estação e sua localização era excelente, perto de tudo , com muitos bares, lojas e restaurantes. Dava para fazer muita coisa a pé. Deixei minhas coisas lá e fui dar uma volta de  reconhecimento, já que eu não ia a Barcelona há 5 anos.  Passeei pelas ruas relembrando aquela  Barcelona que eu havia conhecido no verão e que me parecia tão diferente nesse mês de inverno. No entanto, a cidade estava surpreendentemente cheia. Fui até a Plaza de la Catalunya, dei uma volta pelas famosas Ramblas, vi alguns shows de música bem interessantes pelas ruas, comprei até um CD! E jantei paella num restaurantezinho fofo que encontrei pelo caminho. Pena que não lembro o nome. Voltei  pro hotel para descansar pois no dia seguinte eu queria ir a Figueres.

Passeando pela Ramblas

Plaza de la Catalunya

Plaza de la Catalunya

Paella deliciosa! 
Acordei cedo e fui a estação Barcelona Sants para pegar o trem cercanias até Figueres. Não foi muito fácil de encontrar a plataforma e as pessoas que dão informações não estavam em seus dias de maior simpatia, mas acabei conseguindo descobrir. Figueres é cidade natal  de  Salvador Dalí e onde ele mesmo criou, em 1974,  um museu  dentro de um antigo teatro.  Eu tinha muita vontade de conhecer esse museu  já que  sou apaixonada pelas obras desse pintor surrealista e já fui a diversas exposições dele. Todas inusitadas e encantadoras. Todas deixando uma inquietação presente na alma. 

Entrada do Teatro-Museu Dalí

Contudo, esse é um museu com obras muito mais tocantes. Ali está exposta toda  a perturbação que assolava a alma daquele gênio  em seu nível mais profundo. E essa  pseudo- loucura está  exposta brilhantemente em forma de arte.  Mas é preciso tempo e disposição para poder digerir toda a informação contida naquelas 22 salas. Não é fácil.  Algumas obras machucam, doem, incomodam. Fazem vir a tona sentimentos esquecidos. Algumas vezes eu voltei a salas pelas quais eu já havia passado para tentar entender melhor, para tentar sentir com mais profundidade. Saí  de lá um pouco tomada por essas perturbações que demoraram um tempo  para se sedimentarem dentro de mim. Esse é um museu para quem quer realmente mergulhar  no mais profundo da obra de Dalí. Talvez nem todos estejam  preparados.  Mas vale a pena.
O museu fica a uns 15 minutos caminhando da estação. Aliás, uma dica: existem duas estações de trem com o nome de Figueres, uma é Figueres mesmo e outra é Figueres-Villafant. Compre passagem para a primeira porque a Villafant fica longe do centro da cidade. A viagem dura 1h30 em média. 



Vou publicar as fotos de apenas três das obras aqui no blog para não tirar o impacto de quem for ao Museu. O passeio durou o dia todo e pude voltar para Barcelona, naquela 1h30 dentro do trem, pensando e analisando tudo o que tinha visto e sentido. O dia foi intenso. E muito proveitoso.

Até a próxima!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Último dia em Sevilha: já quero voltar!

Hola, amigos! 

Era domingo e também meu último dia nessa cidade pela qual eu havia caído de amores. Eu teria de aproveitar da melhor forma esse dia, por isso, logo após o café da manhã, saí ainda bem cedo e fui andando em direção ao Parque Maria Luisa.
A cidade estava vazia, lojas fechadas. Os espanhóis têm a fama de acordar tarde, especialmente aos domingos. Mas era bom passear por uma Sevilha vazia, quase uma cidade fantasma. Eu tinha a sensação de tê-la toda para mim. Passei pelo centro histórico, tirando fotos dos mesmos lugares pelos quais já havia passado, porém, sob novos ângulos,. Fotografei as  belas vitrines sem ninguém na frente e aproveitei para respirar a beleza de uma cidade colorida e que ganhava uma  luminosidade preguiçosa que incidia lentamente sobre suas construções.






Não havia ninguém na rua. Quando em vez eu cruzava com um atleta fazendo seu cooper matinal, mas na maior parte do tempo éramos apenas eu e a cidade, vivendo aquela paixão silenciosa. E eu me perguntava quando, em sã consciência, eu andaria pelo Rio de Janeiro num local tão deserto e sem nenhuma preocupação? Desisti de me responder quando dei de cara com a Plaza de España, uma praça simplesmente DESLUMBRANTE, que fica dentro do Parque Maria Luisa. Ela foi construída para a exposição de 1929 e seus azulejos, cerâmicas e detalhes, que misturam estilos, são encantadores. É apenas uma praça, mas dá para passar o dia lá sem conseguir apreender todos os detalhes, toda a riqueza de sua arquitetura e toda a beleza ali inserida. As fotos, claro, não chegam nem perto da magnificência do lugar.
Depois de inúmeras fotos, de todos os ângulos possíveis, eu não parava de me indagar como aquela cidade podia ser tão linda. Como era possível que houvesse tamanha beleza em um único lugar no mundo, além de Veneza.







Já, refeita do encantamento, continuei meu passeio pelo parque Maria Luisa, pois eu queria encontrar o Museu de Artes y  costumbres (funciona de terça a sábado de 9h às 19h30 e aos domingos, de 9h às 15h30, ingresso a 1,50 euros) que ficava exatamente do outro lado do Parque, perto de uma outra praça chamada Plaza de las Americas. A medida que eu me aproximava, via uma bela construção, semelhante a um palácio e não podia crer que ali fosse o museu. Mas era. Só a fachada já te deixa de queixo caído. 



Ao entrar, descobrimos como vivia a sociedade espanhola da região da Andaluzia desde priscas eras até os dias de hoje. Seus hábitos, suas festas, suas artes, seus trabalhos, suas crenças, seus costumes. É uma viagem no tempo e na história, da qual é impossível se sair da mesma forma que se entrou. Depois de tanta informação dada de forma tão didática nesse museu, mudamos algo em nós sobre a compreensão acerca desse povo andaluz. Há algo ali que nos identifica e nos resgata. Eu realmente estava embevecida com toda aquela cultura!





Saí de lá me sentindo leve e feliz. Fui almoçar novamente no Genova, aquele restaurante de tapas que mencionei alguns posts atrás. Guisado de carne era a tapa do dia. Delícia!
Dali, fui a um mirante chamado Metropol, na Plaza de la Encarnación, bem perto do meu hostel (aliás, tudo era perto do hostel!) . O lugar é conhecido como “Las setas de la Encarnación” (“Setas”, em espanhol, é cogumelo. E ao ver aquela arquitetura dá para entender o apelido) . Ele foi construído em 2011 e é a maior estrutura de madeira do mundo. Tem 4 pisos. No subterrâneo, há uma espécie de antiquário com vestígios arqueológicos da época romana e árabe. É ali também que se pega o elevador até o topo (custa 3 euros para subir). Lá de cima se pode ter uma visão de 360 graus da cidade. O céu estava especialmente lindo nesse dia e foi uma maneira de fechar minha estadia em Sevilha com chave de ouro. 
Vista da cidade

A  estrutura de madeira

As escadas que nos permitem ver Sevilha em 360°
Claro que eu queria passar mais 3, 5, 1000 dias nessa cidade, mas infelizmente, não era possível. Eu já tinha passagem de trem comprada para Barcelona no dia seguinte. Mas ali, de cima daquele mirante, tendo toda Sevilha aos meus pés e vendo aquela beleza de arrepiar eu me prometi voltar. Há muito ainda a se ver nessa cidade. Muito o que explorar e conhecer.  Ali em cima eu tive a certeza de que Sevilha não seria um caso de amor passageiro. Sevilha era para sempre. Sevilha estava agora impressa na minha alma, assim como Veneza e Paris. Sevilha era minha! E  mais do que isso: eu, agora, também pertencia à ela.  
Até a Próxima! 

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2016