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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um domingo diferente na Feira de Mataderos em Buenos Aires

Hola, amigos!

Mais uma noite mal dormida! Dessa vez foi um pouco melhor, pois coloquei o colchão no chão e parei de brigar com o beliche, mas mesmo assim não foi bom! Levantei lá pelas 9h30 e fui tomar café. O albergue está cheio de brasileiros! Impressionante para essa época do ano!
Depois fui chamar a Cláudia para ir comigo à Feira de Mataderos, uma feira que acontece aos domingos em um bairro mais distante e que diziam que era mais barata e menos turística que a já tão batida Feira de San Telmo a qual eu já tinha ido 3 vezes.
Pegamos o ônibus 126 no início da rua Bolívar, bem ao lado da Plaza de Mayo. Mais ou menos 1 h depois, chegamos à feira. Salta-se na avenida del Directorio em frente a uma fonte estranha.

fonte estranha
Ali já começa a feira que se estende por várias ruas do bairro de Mataderos. O bairro tem esse nome por ter abrigado ali, antigamente, o matadouro dos bois que serviam de alimento para os portenhos. O matadouro não é mais ali, mas o nome permaneceu. De fato, os preços são bem melhores que os da feira de San Telmo, além de ter muito artesanato típico da Argentina e não apenas coisinhas turísticas, velharias e antiguidades. Comprei algumas lembranças.




Há um palco, no meio da feira, onde alguns músicos se apresentam tocando música típica. E, ao contrário de San Temo, onde há casais de dançarinos profissionais que se apresentam na rua em troca de algum dinheiro, aqui, sob o palco, casais comuns dançam à sua maneira, sem se preocuparem com coreografias. É interessante. Dança quem quer e como quer.
Depois de algum tempo, almoçamos no “Bar Oviedo” que fica numa esquina em frente ao palco. Comida boa. Atendimento nem tanto, afinal estava lotado! Preço um tanto caro, mas dentro dos padrões atuais.
De lá, terminamos de ver a feira e voltamos para o albergue. Pega-se o mesmo ônibus 126 na calçada oposta da qual se salta. O problema é que o ponto só é visível por um adesivo de plástico colado no poste! Se ele soltar, nenhum turista acha mais aquele ponto! Ele não para exatamente em frente a onde se salta, mas um tanto depois, vai-se andando pela avenida del Directorio, passa-se a calle Murguiondo e depois a calle Oliden e só então se encontra o tal adesivo no poste.



O ônibus estava lotado, o que não é uma boa em Buenos Aires, pois facilita a ação dos batedores de carteira. Levaram a minha e eu nem percebi! Isso porque minha bolsa estava o tempo todo transpassada no meu corpo e na minha frente! É impressionante a rapidez! Basta um minuto de distração e pimba! Já era a carteira! Sorte que não havia praticamente nada de valor dentro dela, além de uns poucos pesos que recebi de troco das minhas compras na feira, por isso nem me estressei muito, afinal, vou embora amanhã, já comprei tudo o que queria, já paguei o hostel e tinha reservado dinheiro para o táxi do aeroporto e mais algum separado fora da carteira. Aliás, fica a dica: não coloque todo o seu dinheiro e cartões na carteira! Ainda bem que, como boa carioca, já tomo esses cuidados normalmente por aqui.
Chegamos ao hostel e ficamos de papo com a galera, depois eu fui me espalhar em meu novo quarto, já que finalmente consegui trocar para um quarto individual e terei, ao menos, a última noite para dormir bem.
Nessa viagem eu descobri que existem dois tipos de viajantes: o viajante-hotel e o viajante-albergue. Existem aqueles que não se importam de dividir quarto, de dormir com luz acesa, de ouvir os roncos alheios e de não ter o mínimo de privacidade. Compartilham banheiros como se pertencessem à mesma família sem o menor problema!
Já outros até gostam do clima de bagunça que existe nos albergues, porém desde que ele seja da porta do quarto para fora. Esse tipo de viajante gosta de ter o conforto de dormir sozinho, não gosta de compartilhar banheiros e prefere manter sua privacidade, embora goste do clima de diversão que sempre acontece nos albergues. Creio que me incluo nesse último, já que gostei muito de ter conhecido todo mundo, adorei sair e passear com a galera, mas nada como um quarto só para mim, onde posso me espalhar e fazer tudo a meu modo, sem me preocupar. Claro que se paga a mais por isso, mas, hoje em dia, acredito que vale à pena!


À noite, conhecemos uma galera de brasileiros e saímos todos para jantar em um restaurante chamado “Dalí” na avenida de Mayo. Depois fomos ao “Café Tortoni”, onde eu estava louca para tomar um chocolate com churros, pois achava que seria parecido com o que comi em Madri e adorei! Não era! O churros não era tão fino nem tão sequinho e o chocolate era líquido e não cremoso. Fiquei um tanto decepcionada mas, pelo menos, serviu para experimentar.


O Café Tortoni continua maravilhoso e eu adoro ir lá, mesmo que dessa vez a comida não tenha sido lá essas coisas. De lá voltamos pro hostel e fui arrumar minhas coisas já que amanhã pego o voo bem cedo para o Brasil.
Buenos Aires me pareceu bem diferente dessa vez. Mais suja, com pessoas mais mal humoradas, com mais mendigos nas ruas e um pouco mais perigosa que de costume. Fiquei um pouco triste pois é uma cidade da qual gosto muito. Talvez tenha sido porque não era época de férias em que os turistas invadem a cidade, talvez tenha sido apena um azar...veremos da próxima vez!

Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM SETEMBRO DE 2011

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Feira de San Telmo em Buenos Aires

Hola, amigos!!

Um lugar muito interessante lá de Buenos Aires que merece uma visita (ou mais de uma, se você tiver tempo) é a Feira de San Telmo. Ela ocorre aos domingos no bairro de San Telmo. Eu adorei! Nada mais é que uma feira que mistura antiguidades e velharias. Existem várias feiras nos fins de semana em Buenos Aires, mas essa é uma das mais famosas.
Lá tem de tudo, desde verdadeiras peças antigas de cristais e porcelanas...


até velharias como panelas e cobre usadas...


é um mundo de cores, cheiros e vozes (todas falando em castellano, claro!)
Passeamos muito lá, compramos pouco, pois como é uma feira turística, tudo é muito caro. Eu só comprei um livro do Borges e uns ímãs de geladeira. Nada mais.
De lá fomos almoçar em um restaurante da avenida 9 de julio e mais tarde fomos até a praça onde ficam os tribunais, pois o Filipe queria muito conhecer.


É uma praça bonita, como a maioria das praças portenhas. Tinha essa fonte com os bailarinos que eu achei bem diferente...


Buenos Aires é uma cidade que encanta em cada esquina, em cada cantinho. Há sempre uma bela praça, um parque, uma fachada diferente, ou algo que atiça a atenção de turistas ávidos por conhecer um pouco mais daquela cultura.
Claro que existem pessoas que vão a Buenos Aires pensando nas compras, pois o peso é mais barato que o real, há aquelas pessoas que vão pensando nas baladas, pois a capital portenha nunca dorme; há os que vão pensando na bebida, que é permitida e barata, mas eu fui pensando em cultura. Fui pensando em mudanças.

E, de fato, hoje percebo o quanto essa viagem me modificou. Passado mais de um mês da minha volta, vejo que não sou mais a mesma pessoa que foi pra lá, no início de janeiro. É bem verdade que eu estava aberta às mudanças, que eu estava ansiando por elas até! Mas a questão é que hoje faço coisas que não fazia, vejo o mundo com novos olhos, tenho valores diferentes, prioridades diferentes. É inegável que uma viagem a outro país muda a cabeça da gente, eu só não imaginei que pudesse mudar tanto!
Estou feliz com tudo o que vivi, com as pessoas que conheci, com as amizades que sei que vão durar, com aquelas que sei que serão sazonais e com toda a experiência adquirida. Quero voltar! Não apenas a Buenos Aires, mas quero voltar a viajar, quero voltar a viver tudo o que vivi, embora eu tenha consciência de que cada experiência é única e de que só se pode ver o mundo uma vez com "olhos de primeira vez".
Contudo, agora estou mais certa do que eu quero e sei que esse foi apenas o primeiro degrau de uma longa escada de viagens pelo mundo!

Hasta Luego!

VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009