Imagine este blog como um laboratório de química: são muitas informações, sendo algumas conflitantes, algumas explosivas, algumas sem efeito, mas que no fim, acabam se transformando em um fantástico experimento! Viajar foi, sem dúvida, o melhor experimento da minha vida!
Quem sou eu
Sobre mim
Professora de formação. Viajante de coração.
Meus caminhos pelo mundo são feitos de história, poesia e felicidade. Descubro lugares e me descubro através das viagens.
Como diz o velho ditado: A gente só leva da vida a vida que a gente leva.
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sábado, 11 de julho de 2009
A uma semana da cidade-luz!
Saudações!
Somente uma semana me separa de Paris! Não vejo a hora de chegar lá! Já estou com praticamente tudo pronto, faltando apenas alguns pequenos detalhes de última hora! Já fiz nosso roteiro para a primeira semana, visto que pretendemos comprar o "Paris Museum Pass" que é um passe cultural que dá direito a entrada gratuita em diversos museus. Mas como ele tem um número de dias limitado, eu fiz o roteiro de modo a abarcar a maior parte dos museus nessa primeira semana, incluindo, é claro, o Louvre! Aliás, teremos um dia inteiro dedicado ao Louvre, porque eu não vou me abalar do Brasil para Paris para fazer só uma visitinha rápida à Monalisa...tenho consciência de que é impossível ver tudo mesmo em um dia inteiro, mas já separei as alas que mais me interessam, como a ala grega, a egípcia e a dos impressionistas. Vou ver tudo o que minhas pernas aguentarem e minha mente conseguir registrar...o Louvre é um sonho! O maior museu do mundo! Na segunda semana também teremos mais uma tarde dedicada a ele, mas dessa vez usaremos o ingresso que minha tia nos deu quando esteve lá ano passado.
Paris tem tantos lugares a ver que mesmo passando duas semanas lá acho que não conseguiremos ver nem a metade!
Aliás, falando em roteiro, consegui, finalmente, terminar meu roteiro da Bélgica e descobri que há coisas interessantíssimas para serem feitas em Bruxelas! Talvez nem valha a pena ir a Antuérpia ou a Bruges, talvez seja melhor ficarmos mesmo em Bruxelas para aproveitar tudo o que a cidade oferece...todavia, vamos ver como será na hora, porque por mais que façamos roteiros prévios, a viagem sempre se modifica ao longo do caminho, sempre descobrimos novos caminhos, sempre entramos em ruas que não imaginávamos e acabamos vendo uma cidade mais interessante do que se tivéssemos ficado com aquele roteiro engessado. E a graça de viajar é justamente essa! O roteiro é só para dar um norte, mas não é para ser seguido ao pé da letra! Principalmente se começarmos a entrar em ruas desconhecidas e nos perdermos no meio do caminho...mas, cá entre nós, difícil imaginar uma cidade melhor para se perder do que Paris!
A bientôt!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Parace que os caminhos só levam a Roma, mas e à Bélgica?
Saudações!
Quando resolvemos mudar o itinerário da viagem, eu não podia imaginar como seria difícil achar informações sobre a Bélgica. Simplesmente NÂO EXISTEM guias impressos sobre o país em português! E olha que fui a várias livrarias (Fnac, Saraiva, Siciliano, Livraria da Travessa e outras menores, de bairro)e em nenhuma encontrei um guia especificamente da Bélgica. Há guias da Europa que incluem a Bélgica, mas um guia próprio do país...fiquei querendo!
Quando os atendentes da livraria pesquisavam nos computadores com os nomes "Bélgica", "Bruxelas" ou mesmo "Benelux" (que é o bloco formado por Bélgica, Holanda e Luxemburgo) até encontravam alguns guias, mas TODOS fora de linha, nenhum para repôr no estoque, nem sob encomenda!! Fiquei impressionada!! Como é que um país que tem a sede da união Europeia pode não ter um guia? Ainda se fosse um lugar sem atrativos turísticos, eu entenderia, mas não é o caso! Bruxelas, por exemplo, tem a praça central tida como uma das mais belas do mundo!! Bruges é chamada de "Veneza do Norte" pela sua quantidade de canais e a Antuérpia é famosa por seus diamantes.
Então por que eu não consigo um guia em português sobre esses lugares??? Acho que essa é uma questão sem resposta...
Ao que parece, bem poucos brasileiros viajam para a Bélgica, pois se até pra Bancoc existe guia, creio que as viagens à terra dos smurfs estão meio em baixa por aqui.
O fato é que eu estou tendo um trabalho absurdo! Ficando horas e horas e horas na frente do computador tentando achar na grande rede algo que sirva para guiar meus passos por lá.
Em uma das livrarias citadas acima, tudo o que encontrei de Bruxelas foi um mapa turístico, que comprei, é lógico, para tentar me localizar antes de chegar lá.
Encontrei muita informação na internet, o problema é que estão todas desconectadas. Resultado: eu, igual a uma louca, tentando unir todas as pontas! Me sinto como Teseu , no labirinto do Minotauro! Estou, praticamente, criando um guia personalizado da Bélgica. Ao menos de Bruxelas, que é de onde encontro mais informações. Bruges e Antuérpia ainda estão bastante nebulosas pra mim.
Contudo o que mais de deixa,ao mesmo tempo, triste e perplexa, é ver como uma cidade como Bruxelas com tanto potencial turístico parece esquecida pelas agências de viagens e pelos turistas autônomos! Claro que tem um monte de gente que "dá uma passadinha" em Bruxelas e diz que dá pra ver tudo em um dia! Affe! Nem Conservatória dá pra ver toda em um dia!
Pelo que eu tenho pesquisado existem lugares maravilhosos para se conhecer em Bruxelas, diversos parques, museus, monumentos. Mas parece que os turistas e/ou viajantes preferem ignorar tudo e tratar a Bélgica como um país frio, sem importância e sem glamour!
Certamente Bruxelas não tem o glamour de Paris, tampouco a história de Roma, nem mesmo a movimentada noite de Madrid, mas ela tem seus encantos! Ela pode até não ter a tradição Renascentista de Florença ou a liberdade de Amsterdã, mas Bruxelas abriga um Parlamento europeu, onde as grandes potências do mundo se reúnem para discutir os rumos de seu continente. Democracia de dar inveja a qualquer grego.
Entretanto, reproduzo aqui um parágrafo de um livro que li há algum tempo, de Helena Perim Costa, "O Guia Michelíndio", que parece sintetizar o pensamento dos brasileiros a respeito da Bélgica:
" Se existe um lugar desperdiçado no mundo é este país. É mais ou menos como você ter um apartamento de frente pro mar. Só que de fundos. Ou seja, super bem localizado, mas você não vê nada. Tirando Bruges, uma cidade inesquecível, o resto você esquece. Esquece de ir, esquece que viu, esquece que foi..."
Espero, sinceramente, conseguir ver mais magia nesse país (que, durante minhas pesquisas, tem parecido tão interessante) do que a autora!
A bientôt!
Quando resolvemos mudar o itinerário da viagem, eu não podia imaginar como seria difícil achar informações sobre a Bélgica. Simplesmente NÂO EXISTEM guias impressos sobre o país em português! E olha que fui a várias livrarias (Fnac, Saraiva, Siciliano, Livraria da Travessa e outras menores, de bairro)e em nenhuma encontrei um guia especificamente da Bélgica. Há guias da Europa que incluem a Bélgica, mas um guia próprio do país...fiquei querendo!
Quando os atendentes da livraria pesquisavam nos computadores com os nomes "Bélgica", "Bruxelas" ou mesmo "Benelux" (que é o bloco formado por Bélgica, Holanda e Luxemburgo) até encontravam alguns guias, mas TODOS fora de linha, nenhum para repôr no estoque, nem sob encomenda!! Fiquei impressionada!! Como é que um país que tem a sede da união Europeia pode não ter um guia? Ainda se fosse um lugar sem atrativos turísticos, eu entenderia, mas não é o caso! Bruxelas, por exemplo, tem a praça central tida como uma das mais belas do mundo!! Bruges é chamada de "Veneza do Norte" pela sua quantidade de canais e a Antuérpia é famosa por seus diamantes.
Então por que eu não consigo um guia em português sobre esses lugares??? Acho que essa é uma questão sem resposta...
Ao que parece, bem poucos brasileiros viajam para a Bélgica, pois se até pra Bancoc existe guia, creio que as viagens à terra dos smurfs estão meio em baixa por aqui.
O fato é que eu estou tendo um trabalho absurdo! Ficando horas e horas e horas na frente do computador tentando achar na grande rede algo que sirva para guiar meus passos por lá.
Em uma das livrarias citadas acima, tudo o que encontrei de Bruxelas foi um mapa turístico, que comprei, é lógico, para tentar me localizar antes de chegar lá.
Encontrei muita informação na internet, o problema é que estão todas desconectadas. Resultado: eu, igual a uma louca, tentando unir todas as pontas! Me sinto como Teseu , no labirinto do Minotauro! Estou, praticamente, criando um guia personalizado da Bélgica. Ao menos de Bruxelas, que é de onde encontro mais informações. Bruges e Antuérpia ainda estão bastante nebulosas pra mim.
Contudo o que mais de deixa,ao mesmo tempo, triste e perplexa, é ver como uma cidade como Bruxelas com tanto potencial turístico parece esquecida pelas agências de viagens e pelos turistas autônomos! Claro que tem um monte de gente que "dá uma passadinha" em Bruxelas e diz que dá pra ver tudo em um dia! Affe! Nem Conservatória dá pra ver toda em um dia!
Pelo que eu tenho pesquisado existem lugares maravilhosos para se conhecer em Bruxelas, diversos parques, museus, monumentos. Mas parece que os turistas e/ou viajantes preferem ignorar tudo e tratar a Bélgica como um país frio, sem importância e sem glamour!
Certamente Bruxelas não tem o glamour de Paris, tampouco a história de Roma, nem mesmo a movimentada noite de Madrid, mas ela tem seus encantos! Ela pode até não ter a tradição Renascentista de Florença ou a liberdade de Amsterdã, mas Bruxelas abriga um Parlamento europeu, onde as grandes potências do mundo se reúnem para discutir os rumos de seu continente. Democracia de dar inveja a qualquer grego.
Entretanto, reproduzo aqui um parágrafo de um livro que li há algum tempo, de Helena Perim Costa, "O Guia Michelíndio", que parece sintetizar o pensamento dos brasileiros a respeito da Bélgica:
" Se existe um lugar desperdiçado no mundo é este país. É mais ou menos como você ter um apartamento de frente pro mar. Só que de fundos. Ou seja, super bem localizado, mas você não vê nada. Tirando Bruges, uma cidade inesquecível, o resto você esquece. Esquece de ir, esquece que viu, esquece que foi..."
Espero, sinceramente, conseguir ver mais magia nesse país (que, durante minhas pesquisas, tem parecido tão interessante) do que a autora!
A bientôt!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Mudança de Planos
Saudações!
Esses últimos 3 dias têm sido de loucura total! Eu tenho virado noites procurando informações sobre a Bélgica na internet! É que, diante do aumento de casos da gripe suína da Espanha, minha mãe resolveu mudar um dos destinos da viagem. Não vamos mais a Madri, agora iremos á Bélgica!
Isso implica ficar horas na frente desse notebook onde vos escrevo tentando achar dicas de atrações, restaurantes, lojas e passeios não apenas em uma cidade belga, mas em três! É que como a Bélgica é um país pequeno, ficar somente em sua capital -Bruxelas- por uma semana poderia ser meio chato, então resolvemos incluir outras cidades nesse itinerário, são elas: Bruges e Antuérpia.
Contudo o meu grande desafio tem sido encontrar qualquer site oficial de turismo, em português, é claro (ok, em espanhol tá valendo...do jeito que está difícil serve até em francês!) e que contenha mapas e dicas relativamente atuais.
Descobri que a Bélgica, apesar de ser a sede da união Europeia, não é um local muito visitado turisticamente, portanto, encontrar guias em papel sobre suas cidades é tarefa praticamente impossível. Mapa de verdade, então, nem pensar! Tenho que me contentar com os mapinhas do google mesmo e me virar pra tentar visualizar a cidade como um todo a partir de fragmentos cartográficos...vocês podem imaginar que eu, com essa minha incrível noção geográfica e espacial capaz de me perder até no meu banheiro, não estou tendo muito êxito nessa tarefa.
Estou um pouco triste por ter que mudar de planos, não pela Bélgica, pois o país me parece bonito e interessante, mas porque, além de eu não conhecer Madri, todo o meu trabalho de mais de um ano em pesquisas ficou meio sem sentido no momento. É claro que não será um trabalho perdido, visto que, mais cedo ou mais tarde, pretendo visitar a capital espanhola. Outra coisa que me deixa meio chateada é ter apenas 1 mês para pesquisar sobre um outro país. Eu gosto de fazer essas coisas com calma, fuçar blogs, encontrar revistas sobre o assunto, livros que tenham esse tema ( e ter tempo para lê-los), porém a realidade é outra. A viagem já está modificada! A reserva do hotel em Madri foi cancelada e agora eu tenho que correr pra conseguir pesquisar tudo a tempo.
Sei que muitos vão dizer que com um mês de antecedência daria tempo de pesquisar até sobre o mundo, mas sou perfeccionista, gosto de detalhes. Gosto de saber que existe uma lojinha em algumas esquina de algum lugar não-famoso que vende lembrancinhas curiosas daquela localidade. Não quero ir apenas como turista superficial que sabe o básico e se contenta com isso. Quero saber tudo! Quero estudar o suficiente para chegar a um lugar com a sensação de já conhecê-lo mesmo que eu nunca tenha colocado meus pés lá!
É claro que farei o meu melhor e sei que a viagem será ótima, até porque estamos trabalhando para isso, contudo eu sempre quero mais! Eu estou curtindo a ideia de ir a Bélgica, não posso negar, mas acho que vou sentir falta do "calor" do povo espanhol, daquela latinidade que é tão semelhante à nossa gente.
Bruxelas parece ser uma linda cidade, com recantos escondidos e potencial turístico a ser descoberto ainda, mas certamente não tem a força das touradas nem da dança flamenca.
Tenho pouco mais de um mês para descobrir a Bélgica em sua plenitude, me apaixonar por ela e fazer dessa uma das melhores viagens da minha vida, já que será minha primeira vez na Europa e os olhos de primeira vez são únicos! Mesmo que eu volte lá depois, a sensação de pisar no velho continente pela primeira vez não se repetirá jamais, portanto vou tratar de aproveitá-la ao máximo.
A bientôt!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Voo da Air France desaparece
Saudações!
Passei o dia hoje vendo o noticiário sobre um avião da Air France que fazia a rota Rio-Paris e que desapareceu ontem à noite. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. A hipótese mais provável é que ele tenha sofrido alguma pane e tenha caído no oceano Atlântico. Não há nada conclusivo até agora.
Fiquei muito triste com a notícia. Triste, assustada, perplexa. O Avião era um dos mais modernos da atualidade e, ainda assim, sumiu sem deixar rastros. Sei que esse é, estatisticamente, um dos meios mais seguros para se viajar e, embora eu sempre tivesse tido medo de avião, esse acidente não fez meu medo piorar...talvez porque eu tenha me solidarizado com as pessoas que perderam parentes e amigos nesse voo. Conheço pessoas que tinham amigos nesse voo...fiquei triste por eles.
Como disse o Ricardo Freire, no seu blog Viaje na Viagem:
"Sei, porém, que nessas horas a gente descobre que o mundo é pequeno. E que, além da tristeza pelo desparecimento de duzentas pessoas, vamos acabar chorando a perda de alguém que conhecemos — ou de alguém importante para alguém que conhecemos."
Faço minhas as palavras dele. E depois me calo, em solidariedade às famílias dos desaparecidos do voo 447.
A bientôt!
Passei o dia hoje vendo o noticiário sobre um avião da Air France que fazia a rota Rio-Paris e que desapareceu ontem à noite. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. A hipótese mais provável é que ele tenha sofrido alguma pane e tenha caído no oceano Atlântico. Não há nada conclusivo até agora.
Fiquei muito triste com a notícia. Triste, assustada, perplexa. O Avião era um dos mais modernos da atualidade e, ainda assim, sumiu sem deixar rastros. Sei que esse é, estatisticamente, um dos meios mais seguros para se viajar e, embora eu sempre tivesse tido medo de avião, esse acidente não fez meu medo piorar...talvez porque eu tenha me solidarizado com as pessoas que perderam parentes e amigos nesse voo. Conheço pessoas que tinham amigos nesse voo...fiquei triste por eles.
Como disse o Ricardo Freire, no seu blog Viaje na Viagem:
"Sei, porém, que nessas horas a gente descobre que o mundo é pequeno. E que, além da tristeza pelo desparecimento de duzentas pessoas, vamos acabar chorando a perda de alguém que conhecemos — ou de alguém importante para alguém que conhecemos."
Faço minhas as palavras dele. E depois me calo, em solidariedade às famílias dos desaparecidos do voo 447.
A bientôt!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Ano sabático...
Saudações!!
Ando lendo muito sobre viagens, ultimamente, e tenho notado que, de uns tempos pra cá, mais e mais brasileiros têm se rendido àquilo que já era tão comum em locais como Europa e América do Norte: o ano sabático!
Descobri o que era isso ao ler o livro " Guia Fuja por um ano", publicado pela Folha. E, de repente, em todos os blogs que eu acompanho, começaram a aparecer depoimentos de pessoas que fizeram ou sonhavam em fazer esse tal ano sabático.
Explico: O ano sabático é um tempo que a pessoa tira para si mesma. Para aprender, descobrir novas culturas, novas possibilidades de ver o mundo, enfim, é um tempo tirado para que a pessoa possa conhecer melhor a si mesma. O nome vem de shabbat e está lá no velho testamento como um ano de descanso depois de 6 anos semeando os campos, podando e colhendo. Esse tal sabático é uma espécie de parada nos trabalhos rotineiros, uma pausa. Os judeus ortodoxos também guardam essa tradição, descansando no sétimo dia da semana.
O nome foi incorporado pelos viajantes para se referir àquele tempo em que se passa viajando com essa intenção de descansar de tudo, de todos ou de si mesmo. Claro que "ano" não precisa ser aquele período de 12 meses, pode ser apenas um tempo de 20 dias, 2 meses, 6 meses ou mais.
Há pessoas que tiram esse tempo para estudar outra língua, para trabalhar em outro país, para mochilar pelo mundo desbravando novos lugares, para conhecer aqueles lugares que sempre sonhou, enfim..cada um tem um motivo próprio, pessoal e intransferível para tirar seu sabático. Em geral o tempo do sabático depende de alguns fatores como dinheiro e comprometimento com o trabalho. Se você é uma pessoa que não tem vínculo empregatício e juntou alguma grana pode se dar ao luxo de fazer o sabático por quanto tempo o dinheiro durar, mas se você é como eu, que tem um emprego público e não vai ficar largando tudo em tempos de crise, tem que adaptar seu sabático ao tempo disponível das férias ou a possíveis licenças remuneradas.
Leio dois blogs de pessoas que estão em pleno sabático: a Mari Campos do blog Pelo mundo (http://pelo-mundo.blogspot.com/) e que também escreve no blog da Viagem e Turismo Saia pelo Mundo (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/saia-pelo-mundo.shtml). Ali ela conta como está seu ano sabático pela Europa. No momento ela está aproveitando a dolce vita na Itália. Com ela aprendi muito sobre períodos sabáticos.
Há também o blog De Mochila da Cecília Gontijo (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/de-mochila.shtml) que tirou um ano para mochilar pelo mundo.
Além desses, há inúmeros blogs que já li falando sobre esses períodos que as pessoas tiram, principalmente, para aprenderem a conviver consigo mesmas e a descobrirem em si coisas que jamais imaginariam. O mestre Ricardo Freire do Viaje na viagem (http://www.viajenaviagem.com/) também teve seu período sabático na Europa ano passado.
E eu, como qualquer mortal, também sonho com o meu. Contudo dependo de alguns fatores externos que limitam não apenas meu tempo, mas também o dinheiro que poderei levar...
Ainda não defini 100% quando será meu período sabático, nem para onde irei, mas tenho feito planos, lido livros, blogs, revistas. Estou me planejando e começo a acreditar que já estou mais informada que muito guia de turismo por aí...como sou perfeccionista, acabo levando muito a sério as pesquisas sobre os lugares para os quais pretendo ir e vou fundo nelas!
Minhas dúvidas são sempre sanadas pelos blogueiros que já viveram esse momento em suas vidas e estão sempre dispostos a compartilhar essas experiências com os marinheiros de primeira viagem, como eu.
Depois de passar duas semanas em Buenos Aires sozinha, estudando espanhol, hospedada em um albergue e aproveitando cada pedacinho daquela cidade, voltei outra pessoa, com novos valores e novas prioridades, portanto, começo a acreditar que depois de um sabático, dure ele o tempo que durar, voltarei mais madura e, no mínimo, com muitas histórias divertidas pra contar!
A Bientôt!
Ando lendo muito sobre viagens, ultimamente, e tenho notado que, de uns tempos pra cá, mais e mais brasileiros têm se rendido àquilo que já era tão comum em locais como Europa e América do Norte: o ano sabático!
Descobri o que era isso ao ler o livro " Guia Fuja por um ano", publicado pela Folha. E, de repente, em todos os blogs que eu acompanho, começaram a aparecer depoimentos de pessoas que fizeram ou sonhavam em fazer esse tal ano sabático.
Explico: O ano sabático é um tempo que a pessoa tira para si mesma. Para aprender, descobrir novas culturas, novas possibilidades de ver o mundo, enfim, é um tempo tirado para que a pessoa possa conhecer melhor a si mesma. O nome vem de shabbat e está lá no velho testamento como um ano de descanso depois de 6 anos semeando os campos, podando e colhendo. Esse tal sabático é uma espécie de parada nos trabalhos rotineiros, uma pausa. Os judeus ortodoxos também guardam essa tradição, descansando no sétimo dia da semana.
O nome foi incorporado pelos viajantes para se referir àquele tempo em que se passa viajando com essa intenção de descansar de tudo, de todos ou de si mesmo. Claro que "ano" não precisa ser aquele período de 12 meses, pode ser apenas um tempo de 20 dias, 2 meses, 6 meses ou mais.
Há pessoas que tiram esse tempo para estudar outra língua, para trabalhar em outro país, para mochilar pelo mundo desbravando novos lugares, para conhecer aqueles lugares que sempre sonhou, enfim..cada um tem um motivo próprio, pessoal e intransferível para tirar seu sabático. Em geral o tempo do sabático depende de alguns fatores como dinheiro e comprometimento com o trabalho. Se você é uma pessoa que não tem vínculo empregatício e juntou alguma grana pode se dar ao luxo de fazer o sabático por quanto tempo o dinheiro durar, mas se você é como eu, que tem um emprego público e não vai ficar largando tudo em tempos de crise, tem que adaptar seu sabático ao tempo disponível das férias ou a possíveis licenças remuneradas.
Leio dois blogs de pessoas que estão em pleno sabático: a Mari Campos do blog Pelo mundo (http://pelo-mundo.blogspot.com/) e que também escreve no blog da Viagem e Turismo Saia pelo Mundo (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/saia-pelo-mundo.shtml). Ali ela conta como está seu ano sabático pela Europa. No momento ela está aproveitando a dolce vita na Itália. Com ela aprendi muito sobre períodos sabáticos.
Há também o blog De Mochila da Cecília Gontijo (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/de-mochila.shtml) que tirou um ano para mochilar pelo mundo.
Além desses, há inúmeros blogs que já li falando sobre esses períodos que as pessoas tiram, principalmente, para aprenderem a conviver consigo mesmas e a descobrirem em si coisas que jamais imaginariam. O mestre Ricardo Freire do Viaje na viagem (http://www.viajenaviagem.com/) também teve seu período sabático na Europa ano passado.
E eu, como qualquer mortal, também sonho com o meu. Contudo dependo de alguns fatores externos que limitam não apenas meu tempo, mas também o dinheiro que poderei levar...
Ainda não defini 100% quando será meu período sabático, nem para onde irei, mas tenho feito planos, lido livros, blogs, revistas. Estou me planejando e começo a acreditar que já estou mais informada que muito guia de turismo por aí...como sou perfeccionista, acabo levando muito a sério as pesquisas sobre os lugares para os quais pretendo ir e vou fundo nelas!
Minhas dúvidas são sempre sanadas pelos blogueiros que já viveram esse momento em suas vidas e estão sempre dispostos a compartilhar essas experiências com os marinheiros de primeira viagem, como eu.
Depois de passar duas semanas em Buenos Aires sozinha, estudando espanhol, hospedada em um albergue e aproveitando cada pedacinho daquela cidade, voltei outra pessoa, com novos valores e novas prioridades, portanto, começo a acreditar que depois de um sabático, dure ele o tempo que durar, voltarei mais madura e, no mínimo, com muitas histórias divertidas pra contar!
A Bientôt!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A viagem dos porcos voadores
Saudações!!
A chamada gripe suína começa a dar indícios de que, provavelmente, será pior que a gripe aviária. Ela está por aí, contaminando as pessoas. No México, onde ela começou, o pânico já está instalado! Escolas cancelaram as aulas por tempo indeterminado, as pessoas evitam sair de casa, ir a locais com muita concentração de gente como cinemas e metrôs e quando têm de sair, usam máscaras cirúrgicas para tentar se proteger. 8 pessoas já morreram. Quase 100 estão contaminadas.
Aqui a gripe ainda não chegou de fato. Há apenas suspeitas, mas em países como EUA, Canadá e Espanha, alguns casos já foram confirmados e as pessoas estão sendo tratadas pelas autoridades sanitárias.
Ando preocupada com essa celeuma toda. Minha viagem está marcada e um dos locais por onde vou passar é a Espanha, que é um dos países da Europa com maior número de casos da doença! Contudo, a minha maior preocupação é que a coisa se alastre a um ponto em que não possamos mais ir e vir normalmente. Os aeroportos já estão cancelando voos de e para o México.
É claro que tudo pode ser apenas uma faísca e o incêndio propriamente dito nem vir a acontecer, mas na dúvida, é bom criar um plano B para a viagem. Como diz um amigo meu: "Não se deve sofrer por antecipação". Estou me esforçando pra seguir esse conselho, mas devo confessar que não está fácil...
Espero que tudo acabe bem como das outras vezes...e depois da doença da vaca louca, da gripe aviária e da gripe suína, o peixe que se cuide, porque ele é a bola da vez!!
A bientôt!!!
A chamada gripe suína começa a dar indícios de que, provavelmente, será pior que a gripe aviária. Ela está por aí, contaminando as pessoas. No México, onde ela começou, o pânico já está instalado! Escolas cancelaram as aulas por tempo indeterminado, as pessoas evitam sair de casa, ir a locais com muita concentração de gente como cinemas e metrôs e quando têm de sair, usam máscaras cirúrgicas para tentar se proteger. 8 pessoas já morreram. Quase 100 estão contaminadas.
Aqui a gripe ainda não chegou de fato. Há apenas suspeitas, mas em países como EUA, Canadá e Espanha, alguns casos já foram confirmados e as pessoas estão sendo tratadas pelas autoridades sanitárias.
Ando preocupada com essa celeuma toda. Minha viagem está marcada e um dos locais por onde vou passar é a Espanha, que é um dos países da Europa com maior número de casos da doença! Contudo, a minha maior preocupação é que a coisa se alastre a um ponto em que não possamos mais ir e vir normalmente. Os aeroportos já estão cancelando voos de e para o México.
É claro que tudo pode ser apenas uma faísca e o incêndio propriamente dito nem vir a acontecer, mas na dúvida, é bom criar um plano B para a viagem. Como diz um amigo meu: "Não se deve sofrer por antecipação". Estou me esforçando pra seguir esse conselho, mas devo confessar que não está fácil...
Espero que tudo acabe bem como das outras vezes...e depois da doença da vaca louca, da gripe aviária e da gripe suína, o peixe que se cuide, porque ele é a bola da vez!!
A bientôt!!!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Meu caso de amor com São Paulo...
Saudações!
Viajei a São Paulo no último fim de semana...é engraçado como, de uns tempos pra cá, começei um caso de amor com essa cidade que me era tão inóspita na época em que morei lá...É claro que o fato de eu ter feito muitos amigos por lá faz toda a diferença. Antes eu estava em Sampa por obrigação, agora vou pra lá a lazer! E confesso que A-D-O-R-O!!!!!
Nesse feriado de Tiradentes eu fui até a terra da garoa rever meus queridos amigos: os novos, que conheci em Buenos Aires e os antigos, já conhecidos de anos...foi maravilhoso! E o melhor é que estou começando a me soltar mais, a andar mais sozinha, a me localizar por ali (pelo menos na região da avenida Paulista...)
Cheguei sábado na rodoviária lá pelas 14h30. O lugar estava lotado! Encontrei a saída para o metrô e cheguei até o hotel Formule 1, onde eu já havia feito uma reserva. Esse hotel é perfeito, pois é barato, fica em uma região movimentadíssima a qualquer hora do dia ou da noite e é bastante confortável. A relação custo-benefício vale muito a pena. (Formule 1- rua da consolação 2303, telefone (11) 3123-7755).
Depois de tomar um belo banho ( o chuveiro do hotel é uma delícia!), fui encontrar os amigos na "Livraria Cultura" (avenida Paulista, 2073), um lugar simplesmente INCRÍVEL!!!Tem todos os livros que se puder imaginar, de todos os temas, em todas as línguas...dava pra morar ali!!
Marquei lá com alguns amigos que fiz em Buenos Aires (talvez na tentativa de relembrarmos o Ateneo...), mas nem todos puderam ir...Conversamos, rimos, saímos pra comer, passeamos um pouco, mas por volta de meia noite e meia eu já estava na cama.

Dia seguinte foi o dia dedicado a um grande e querido amigo. Ele foi me buscar e almoçamos em um local delicioso chamado "América", ali mesmo na avenida Paulista. Comida deliciosa! O menu foi um bife de fraldinha acompanhado de uma salada de agrião com molho de alcaparras, tomate-cereja e cogumelos. Mas o melhor foi a sobremesa: petit gâteau de nutella acompanhado com uma bola de sorvete de morango da Häagen-Dazs...um pecado de tão bom!!! É impressionante como esse meu amigo sempre escolhe locais maravilhosos para a gente almoçar! Da outra vez que estive em Sampa foi a mesma coisa! Perfeito!
De lá, passeamos um pouco, conversamos muito, tomamos um café na FNAC e depois fomos assistir a uma peça de teatro de bonecos baseada em contos do Guimarães Rosa com uma companhia chamada "Pia Fraus", que significa: uma mentira contada com boas intenções. A peça foi ótima! Eram 4 contos, cada um com um diretor diferente. Gostei muito!
Dessa vez ele tinha que ir embora mais cedo por causa da monografia da pós, então nos despedimos ali, em frente ao Masp. Uma pena, pois sempre temos assunto até não poder mais! É muito bom conversar com ele!
Outro amigo (que conheci em Buenos Aires) foi me buscar para irmos ao Vermont, numa tarde de samba, mas quando chegamos lá estava muito cheio e decidimos mudar os planos. Primeiro demos uma passada no apto dele que é uma graça! Com um astral maravilhoso! Depois acabamos indo à Bela Paulista, uma padaria na Haddock Lobo 354, que fica aberta 24h. Claro que, a essas alturas, eu não aguentava comer mais nada, mas não me contive e comprei uma tortinha de morango pra comer no dia seguinte como café da manhã. Uma delícia!
Segunda foi o dia de eu encontrar o povo da montanha. O Hugo me fez uma surpresa, indo me ver lá no hotel. Esperamos o Leo e fomos pra casa da Cintia, que estava com o pé quebrado e por isso pediu que o encontro fosse na casa dela. A Gabi também encontrou a gente lá e o papo transcorreu leve e gostoso, como há muito não acontecia em um encontro da montanha. Falamos de viagens, dos planos futuros para nossas vidas, rimos, falamos bobagens e tiramos muitas fotos. Foi um dia bem agradável.
Depois eu, Leo e Hugo fomos até um café Havanna, na Bela Cintra 1829, para encontrarmos o Caio, pois como ele estava trabalhando, não pôde ir á casa da Cíntia. O café é muito bonito, bem parecido com os de Buenos Aires. Os alfajores são os mesmos, salvo um que eu comi lá,de marmelo, que não tinha em Sampa. Mais conversa, mais fotos!
Depois, de volta ao hotel. Dia seguinte, cedinho, rumo à rodoviária! Fui encontrar o Rô no metrô e ele me acompanhou até lá. Foi gostoso. Sinto muita saudade dele e como ele não pôde estar muito presente nos outros dias, pelo menos, encontramos uma maneira de passar mais um tempinho juntos.
A volta foi chuvosa. O tempo tinha virado naquela terça. Mas, pelo menos, Sâo Pedro me brindou com dias bonitos no tempo em que estive em Sampa. A viagem foi maravilhosa, voltei feliz e me sentindo cada vez mais com rodinhas nos pés...
Próximo destino: Europa daqui a 3 meses...não vejo a hora do tempo passar logo!
Atualizando: O Café Havanna da Bela Cintra não existe mais, ele foi transferido para o shopping Paulista
A bientôt!
VIAGEM REALIZADA EM ABRIL DE 2009
Viajei a São Paulo no último fim de semana...é engraçado como, de uns tempos pra cá, começei um caso de amor com essa cidade que me era tão inóspita na época em que morei lá...É claro que o fato de eu ter feito muitos amigos por lá faz toda a diferença. Antes eu estava em Sampa por obrigação, agora vou pra lá a lazer! E confesso que A-D-O-R-O!!!!!
Nesse feriado de Tiradentes eu fui até a terra da garoa rever meus queridos amigos: os novos, que conheci em Buenos Aires e os antigos, já conhecidos de anos...foi maravilhoso! E o melhor é que estou começando a me soltar mais, a andar mais sozinha, a me localizar por ali (pelo menos na região da avenida Paulista...)
Cheguei sábado na rodoviária lá pelas 14h30. O lugar estava lotado! Encontrei a saída para o metrô e cheguei até o hotel Formule 1, onde eu já havia feito uma reserva. Esse hotel é perfeito, pois é barato, fica em uma região movimentadíssima a qualquer hora do dia ou da noite e é bastante confortável. A relação custo-benefício vale muito a pena. (Formule 1- rua da consolação 2303, telefone (11) 3123-7755).
Depois de tomar um belo banho ( o chuveiro do hotel é uma delícia!), fui encontrar os amigos na "Livraria Cultura" (avenida Paulista, 2073), um lugar simplesmente INCRÍVEL!!!Tem todos os livros que se puder imaginar, de todos os temas, em todas as línguas...dava pra morar ali!!
Marquei lá com alguns amigos que fiz em Buenos Aires (talvez na tentativa de relembrarmos o Ateneo...), mas nem todos puderam ir...Conversamos, rimos, saímos pra comer, passeamos um pouco, mas por volta de meia noite e meia eu já estava na cama.
Dia seguinte foi o dia dedicado a um grande e querido amigo. Ele foi me buscar e almoçamos em um local delicioso chamado "América", ali mesmo na avenida Paulista. Comida deliciosa! O menu foi um bife de fraldinha acompanhado de uma salada de agrião com molho de alcaparras, tomate-cereja e cogumelos. Mas o melhor foi a sobremesa: petit gâteau de nutella acompanhado com uma bola de sorvete de morango da Häagen-Dazs...um pecado de tão bom!!! É impressionante como esse meu amigo sempre escolhe locais maravilhosos para a gente almoçar! Da outra vez que estive em Sampa foi a mesma coisa! Perfeito!
De lá, passeamos um pouco, conversamos muito, tomamos um café na FNAC e depois fomos assistir a uma peça de teatro de bonecos baseada em contos do Guimarães Rosa com uma companhia chamada "Pia Fraus", que significa: uma mentira contada com boas intenções. A peça foi ótima! Eram 4 contos, cada um com um diretor diferente. Gostei muito!
Dessa vez ele tinha que ir embora mais cedo por causa da monografia da pós, então nos despedimos ali, em frente ao Masp. Uma pena, pois sempre temos assunto até não poder mais! É muito bom conversar com ele!
Outro amigo (que conheci em Buenos Aires) foi me buscar para irmos ao Vermont, numa tarde de samba, mas quando chegamos lá estava muito cheio e decidimos mudar os planos. Primeiro demos uma passada no apto dele que é uma graça! Com um astral maravilhoso! Depois acabamos indo à Bela Paulista, uma padaria na Haddock Lobo 354, que fica aberta 24h. Claro que, a essas alturas, eu não aguentava comer mais nada, mas não me contive e comprei uma tortinha de morango pra comer no dia seguinte como café da manhã. Uma delícia!
Segunda foi o dia de eu encontrar o povo da montanha. O Hugo me fez uma surpresa, indo me ver lá no hotel. Esperamos o Leo e fomos pra casa da Cintia, que estava com o pé quebrado e por isso pediu que o encontro fosse na casa dela. A Gabi também encontrou a gente lá e o papo transcorreu leve e gostoso, como há muito não acontecia em um encontro da montanha. Falamos de viagens, dos planos futuros para nossas vidas, rimos, falamos bobagens e tiramos muitas fotos. Foi um dia bem agradável.
Depois eu, Leo e Hugo fomos até um café Havanna, na Bela Cintra 1829, para encontrarmos o Caio, pois como ele estava trabalhando, não pôde ir á casa da Cíntia. O café é muito bonito, bem parecido com os de Buenos Aires. Os alfajores são os mesmos, salvo um que eu comi lá,de marmelo, que não tinha em Sampa. Mais conversa, mais fotos!
Depois, de volta ao hotel. Dia seguinte, cedinho, rumo à rodoviária! Fui encontrar o Rô no metrô e ele me acompanhou até lá. Foi gostoso. Sinto muita saudade dele e como ele não pôde estar muito presente nos outros dias, pelo menos, encontramos uma maneira de passar mais um tempinho juntos.
A volta foi chuvosa. O tempo tinha virado naquela terça. Mas, pelo menos, Sâo Pedro me brindou com dias bonitos no tempo em que estive em Sampa. A viagem foi maravilhosa, voltei feliz e me sentindo cada vez mais com rodinhas nos pés...
Próximo destino: Europa daqui a 3 meses...não vejo a hora do tempo passar logo!
Atualizando: O Café Havanna da Bela Cintra não existe mais, ele foi transferido para o shopping Paulista
A bientôt!
VIAGEM REALIZADA EM ABRIL DE 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Brinquedo novo
Saudações!
É uma brincadeira engraçada essa de viajar...no início dá medo, depois vem a ansiedade e por fim, o vício. E aí, de repente, a gente começa a viajar também em tudo o que faz: no trabalho, no lazer, no cinema, em uma conversa com amigos...tudo vira motivo para aprender e para viajar em uma viagem interna e que nos faz aprender a cada momento com o outro e com o mundo.
Hoje fui à minha aula de dança. Atividade, aliás, que começei a fazer depois da minha viagem a Buenos Aires, pois somente lá, depois de anos tentando, encontrei o prazer de dançar...Ok. Estava eu lá na minha aula quando começei a viajar na música e consegui me sair bem nos passos! Não sei se foi a condução do cavalheiro com quem dançei, mas o fato é que hoje eu estava leve e consegui até conversar durante a dança, coisa que nunca faço, dada a minha preocupação em acertar os passos e não pisar no pé da pobre vítima que está tentando me conduzir.
E mais que viajar na música, viajei também nas histórias que os cavalheiros me contaram, durante a dança, sobre suas vidas. Eu nunca havia dançado com nenhum dos dois e, hoje, pela primeira vez, consegui me sentir bem o suficiente para relaxar e ouvir sobre a vida daquele que me levava pela pista.
Ficamos ali um tempo conversando e treinando os passos básicos do bolero. Foi nesse momento que me dei conta de como sou uma pessoa feliz. Sei lá, hoje fui tomada por uma felicidade estranha que me invadiu sem pedir licença e se fez presente durante toda a minha noite.
Não foi nada do que eles disseram que me fez sentir assim, mas certamente foi a postura deles me deixando mais confiante e me permitindo perceber que, apesar de eu ter nascido com "duas pernas esquerdas" , eu serei capaz de aprender a dançar um dia.
Ali, naquele salão, naquela noite chuvosa, pude perceber como a gente esbarra em pessoas que têm tanto para contar, que têm tanto para ouvir e como, sem querer, somos unidos a essas pessoas por um gosto em comum que se transforma na nossa maneira de viajar ali toda noite, por uma ou duas horas!
Viagens externas são maravilhosas, mas aprender a viajar internamente é uma arte trabalhosa que exige um certo grau de confiança e uma generosidade em partilhar experiências, em não apenas falar, mas também ouvir. Creio que estou engatinhando nessa arte, mas tenho absoluta certeza de que as viagens externas foram fundamentais para fortalecerem o meu espírito para que eu começasse a percorrer o caminho de/para dentro de mim mesma.
Hasta Luego!
É uma brincadeira engraçada essa de viajar...no início dá medo, depois vem a ansiedade e por fim, o vício. E aí, de repente, a gente começa a viajar também em tudo o que faz: no trabalho, no lazer, no cinema, em uma conversa com amigos...tudo vira motivo para aprender e para viajar em uma viagem interna e que nos faz aprender a cada momento com o outro e com o mundo.
Hoje fui à minha aula de dança. Atividade, aliás, que começei a fazer depois da minha viagem a Buenos Aires, pois somente lá, depois de anos tentando, encontrei o prazer de dançar...Ok. Estava eu lá na minha aula quando começei a viajar na música e consegui me sair bem nos passos! Não sei se foi a condução do cavalheiro com quem dançei, mas o fato é que hoje eu estava leve e consegui até conversar durante a dança, coisa que nunca faço, dada a minha preocupação em acertar os passos e não pisar no pé da pobre vítima que está tentando me conduzir.
E mais que viajar na música, viajei também nas histórias que os cavalheiros me contaram, durante a dança, sobre suas vidas. Eu nunca havia dançado com nenhum dos dois e, hoje, pela primeira vez, consegui me sentir bem o suficiente para relaxar e ouvir sobre a vida daquele que me levava pela pista.
Ficamos ali um tempo conversando e treinando os passos básicos do bolero. Foi nesse momento que me dei conta de como sou uma pessoa feliz. Sei lá, hoje fui tomada por uma felicidade estranha que me invadiu sem pedir licença e se fez presente durante toda a minha noite.
Não foi nada do que eles disseram que me fez sentir assim, mas certamente foi a postura deles me deixando mais confiante e me permitindo perceber que, apesar de eu ter nascido com "duas pernas esquerdas" , eu serei capaz de aprender a dançar um dia.
Ali, naquele salão, naquela noite chuvosa, pude perceber como a gente esbarra em pessoas que têm tanto para contar, que têm tanto para ouvir e como, sem querer, somos unidos a essas pessoas por um gosto em comum que se transforma na nossa maneira de viajar ali toda noite, por uma ou duas horas!
Viagens externas são maravilhosas, mas aprender a viajar internamente é uma arte trabalhosa que exige um certo grau de confiança e uma generosidade em partilhar experiências, em não apenas falar, mas também ouvir. Creio que estou engatinhando nessa arte, mas tenho absoluta certeza de que as viagens externas foram fundamentais para fortalecerem o meu espírito para que eu começasse a percorrer o caminho de/para dentro de mim mesma.
Hasta Luego!
sábado, 21 de março de 2009
Vai pra onde?
Saudações!
É tão estranho como o abstrato vai se concretizando diante dos nossos olhos e nem nos damos conta de tal transformação...
Antes eu planejava minha vida em função dos meses do ano, por exemplo: janeiro é mês de férias; fevereiro é carnaval; em março é meu aniversário; julho é aniversário da minha mãe e assim por diante...ou seja, minha linha do horizonte se expandia de acordo com os acontecimentos fixos que existiam no meu calendário. Agora, de uns dois meses pra cá, começei a planejar minha vida em função das minhas viagens e só agora me dei conta disso! Por exemplo: janeiro é mês de estudar em Buenos Aires; em abril, vou a São Paulo; em julho, Europa e assim por diante... cada vez que começo a fazer um plano para um futuro levemente distante, eu acabo pensando :" Ah, quando eu voltar de tal lugar, penso nisso".
Quando eu lia alguns blogueiros viajantes, que também faziam seu calendário de acordo com suas viagens, achava um exagero. Achava impossível alguém viver pensando em viajar. Como podia mal a pessoa chegar de uma viagem e já estar pensando em outra?? Isso era algo impensável pra mim, afinal, uma viagem era pra ser curtida muito tempo depois que ela acabasse, como se fosse um remédio cujo efeito pudesse durar aguns meses...até que fui contaminada por esse espírito viajandão e hoje em dia impensável, para mim, é examente a possibilidade de não viajar. Na verdade, agora vejo não como um remédio, mas como uma droga que vicia e que se quer cada vez mais. Contudo não é uma droga maléfica, pelo contrário! Ela traz em si um benefício que dificilmente será encontrado em outro lugar: a sensação de liberdade, a sensação de que o mundo é, ao mesmo tempo, menor e maior do que se pode imaginar!
Acredito que viajar dá essa sensação exata de quem nós somos naquele momento e, principalmente, faz com que a gente perceba a metamorfose em tempo real. Quando olhamos no espelho novamente nos damos conta de quem nos tornamos e de como foi esse processo! Talvez por isso ela seja tão viciante...
O que sei é que agora minha vida se divide em viagens. Sejam aquelas já feitas; sejam as planejadas e quase concretizadas ou sejam aquelas que ainda estão na categoria de sonho/desejo/objetivo. E minha mais frequente pergunta tem sido: pra onde?
Hasta Luego
É tão estranho como o abstrato vai se concretizando diante dos nossos olhos e nem nos damos conta de tal transformação...
Antes eu planejava minha vida em função dos meses do ano, por exemplo: janeiro é mês de férias; fevereiro é carnaval; em março é meu aniversário; julho é aniversário da minha mãe e assim por diante...ou seja, minha linha do horizonte se expandia de acordo com os acontecimentos fixos que existiam no meu calendário. Agora, de uns dois meses pra cá, começei a planejar minha vida em função das minhas viagens e só agora me dei conta disso! Por exemplo: janeiro é mês de estudar em Buenos Aires; em abril, vou a São Paulo; em julho, Europa e assim por diante... cada vez que começo a fazer um plano para um futuro levemente distante, eu acabo pensando :" Ah, quando eu voltar de tal lugar, penso nisso".
Quando eu lia alguns blogueiros viajantes, que também faziam seu calendário de acordo com suas viagens, achava um exagero. Achava impossível alguém viver pensando em viajar. Como podia mal a pessoa chegar de uma viagem e já estar pensando em outra?? Isso era algo impensável pra mim, afinal, uma viagem era pra ser curtida muito tempo depois que ela acabasse, como se fosse um remédio cujo efeito pudesse durar aguns meses...até que fui contaminada por esse espírito viajandão e hoje em dia impensável, para mim, é examente a possibilidade de não viajar. Na verdade, agora vejo não como um remédio, mas como uma droga que vicia e que se quer cada vez mais. Contudo não é uma droga maléfica, pelo contrário! Ela traz em si um benefício que dificilmente será encontrado em outro lugar: a sensação de liberdade, a sensação de que o mundo é, ao mesmo tempo, menor e maior do que se pode imaginar!
Acredito que viajar dá essa sensação exata de quem nós somos naquele momento e, principalmente, faz com que a gente perceba a metamorfose em tempo real. Quando olhamos no espelho novamente nos damos conta de quem nos tornamos e de como foi esse processo! Talvez por isso ela seja tão viciante...
O que sei é que agora minha vida se divide em viagens. Sejam aquelas já feitas; sejam as planejadas e quase concretizadas ou sejam aquelas que ainda estão na categoria de sonho/desejo/objetivo. E minha mais frequente pergunta tem sido: pra onde?
Hasta Luego
sexta-feira, 6 de março de 2009
Síndrome de viajante
Saudações!
Agora que já tem quase dois meses que voltei de Buenos Aires é que a vida está tomando sua rotina habitual...na verdade, nem tão habitual assim, visto que certos hábitos se modificaram ao longo desse caminho. Eu me modifiquei! Tenho gostos diferentes, valores diferentes, perspectivas diferentes agora!
Porém uma coisa que eu li em alguns blogs de viagem que acompanho é certa: depois que a gente sai do ninho pela primeira vez, parece que um vício toma conta da gente e não é mais possível viver sem viajar.
Viajar torna-se uma necessidade! E por mais que, aos olhos dos outros, isso pareça supérfluo ou secundário, na vida de uma viajante é como água no deserto. Não consigo mais conceber minha vida daqui pra frente sem planos de viagens. Ora mais curtas, ora mais longas, ora para perto, ora para longe. Contudo, elas estão ali, presentes no meu dia a dia, presentes nas minhas prioridades.
Não consigo mais entrar em uma livraria sem dar uma passadinha na seção de viagens para ver as novidades; não consigo mais passar por uma loja de malas sem imaginar qual seria aquela mais prática para minha próxima viagem; não consigo mais passar por uma agência de viagens sem olhar, mesmo que de relance, para os preços das promoções afixados no vidro; não consigo mais passar por uma casa de câmbio sem ter a curiosidade de saber a cotação das moedas estrangeiras. Hábitos adquiridos ao longo do último ano e que, ao que parecem, não irão embora depois da próxima viagem...
Certo estava Fernando Pessoa ao afirmar: "Navegar é preciso!"
Navegar por mares nunca dantes navegados(para continuar citando os portugueses) ou por mares já conhecidos, navegar em grandes navios ou em canoas, navegar com um computador de bordo ou sendo guiado pelas estrelas...tanto faz. O que importa é a sensação aventureira de se lançar ao mar, como Sinbad. O que importa é o caminho e não apenas o destino. Até porque a viagem não se dá apenas externamente, há também a viagem que acontece dentro de nós! E essa ocorre sem bússula, sem pontos cardeais, pois aquele é um território desconhecido que vamos desbravando aos poucos.
Nunca mais somos os mesmos depois de uma viagem, isso vale para o bem ou para o mal, pois como dizia o filósofo Heráclito:
"Não é possível tomar banho duas vezes no mesmo rio"
Hasta Luego
Agora que já tem quase dois meses que voltei de Buenos Aires é que a vida está tomando sua rotina habitual...na verdade, nem tão habitual assim, visto que certos hábitos se modificaram ao longo desse caminho. Eu me modifiquei! Tenho gostos diferentes, valores diferentes, perspectivas diferentes agora!
Porém uma coisa que eu li em alguns blogs de viagem que acompanho é certa: depois que a gente sai do ninho pela primeira vez, parece que um vício toma conta da gente e não é mais possível viver sem viajar.
Viajar torna-se uma necessidade! E por mais que, aos olhos dos outros, isso pareça supérfluo ou secundário, na vida de uma viajante é como água no deserto. Não consigo mais conceber minha vida daqui pra frente sem planos de viagens. Ora mais curtas, ora mais longas, ora para perto, ora para longe. Contudo, elas estão ali, presentes no meu dia a dia, presentes nas minhas prioridades.
Não consigo mais entrar em uma livraria sem dar uma passadinha na seção de viagens para ver as novidades; não consigo mais passar por uma loja de malas sem imaginar qual seria aquela mais prática para minha próxima viagem; não consigo mais passar por uma agência de viagens sem olhar, mesmo que de relance, para os preços das promoções afixados no vidro; não consigo mais passar por uma casa de câmbio sem ter a curiosidade de saber a cotação das moedas estrangeiras. Hábitos adquiridos ao longo do último ano e que, ao que parecem, não irão embora depois da próxima viagem...
Certo estava Fernando Pessoa ao afirmar: "Navegar é preciso!"
Navegar por mares nunca dantes navegados(para continuar citando os portugueses) ou por mares já conhecidos, navegar em grandes navios ou em canoas, navegar com um computador de bordo ou sendo guiado pelas estrelas...tanto faz. O que importa é a sensação aventureira de se lançar ao mar, como Sinbad. O que importa é o caminho e não apenas o destino. Até porque a viagem não se dá apenas externamente, há também a viagem que acontece dentro de nós! E essa ocorre sem bússula, sem pontos cardeais, pois aquele é um território desconhecido que vamos desbravando aos poucos.
Nunca mais somos os mesmos depois de uma viagem, isso vale para o bem ou para o mal, pois como dizia o filósofo Heráclito:
"Não é possível tomar banho duas vezes no mesmo rio"
Hasta Luego
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