Saudações!
É uma brincadeira engraçada essa de viajar...no início dá medo, depois vem a ansiedade e por fim, o vício. E aí, de repente, a gente começa a viajar também em tudo o que faz: no trabalho, no lazer, no cinema, em uma conversa com amigos...tudo vira motivo para aprender e para viajar em uma viagem interna e que nos faz aprender a cada momento com o outro e com o mundo.
Hoje fui à minha aula de dança. Atividade, aliás, que começei a fazer depois da minha viagem a Buenos Aires, pois somente lá, depois de anos tentando, encontrei o prazer de dançar...Ok. Estava eu lá na minha aula quando começei a viajar na música e consegui me sair bem nos passos! Não sei se foi a condução do cavalheiro com quem dançei, mas o fato é que hoje eu estava leve e consegui até conversar durante a dança, coisa que nunca faço, dada a minha preocupação em acertar os passos e não pisar no pé da pobre vítima que está tentando me conduzir.
E mais que viajar na música, viajei também nas histórias que os cavalheiros me contaram, durante a dança, sobre suas vidas. Eu nunca havia dançado com nenhum dos dois e, hoje, pela primeira vez, consegui me sentir bem o suficiente para relaxar e ouvir sobre a vida daquele que me levava pela pista.
Ficamos ali um tempo conversando e treinando os passos básicos do bolero. Foi nesse momento que me dei conta de como sou uma pessoa feliz. Sei lá, hoje fui tomada por uma felicidade estranha que me invadiu sem pedir licença e se fez presente durante toda a minha noite.
Não foi nada do que eles disseram que me fez sentir assim, mas certamente foi a postura deles me deixando mais confiante e me permitindo perceber que, apesar de eu ter nascido com "duas pernas esquerdas" , eu serei capaz de aprender a dançar um dia.
Ali, naquele salão, naquela noite chuvosa, pude perceber como a gente esbarra em pessoas que têm tanto para contar, que têm tanto para ouvir e como, sem querer, somos unidos a essas pessoas por um gosto em comum que se transforma na nossa maneira de viajar ali toda noite, por uma ou duas horas!
Viagens externas são maravilhosas, mas aprender a viajar internamente é uma arte trabalhosa que exige um certo grau de confiança e uma generosidade em partilhar experiências, em não apenas falar, mas também ouvir. Creio que estou engatinhando nessa arte, mas tenho absoluta certeza de que as viagens externas foram fundamentais para fortalecerem o meu espírito para que eu começasse a percorrer o caminho de/para dentro de mim mesma.
Hasta Luego!
Imagine este blog como um laboratório de química: são muitas informações, sendo algumas conflitantes, algumas explosivas, algumas sem efeito, mas que no fim, acabam se transformando em um fantástico experimento! Viajar foi, sem dúvida, o melhor experimento da minha vida!
Sobre mim
Professora de formação. Viajante de coração.
Meus caminhos pelo mundo são feitos de história, poesia e felicidade. Descubro lugares e me descubro através das viagens.
Como diz o velho ditado: A gente só leva da vida a vida que a gente leva.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Vai pra onde?
Saudações!
É tão estranho como o abstrato vai se concretizando diante dos nossos olhos e nem nos damos conta de tal transformação...
Antes eu planejava minha vida em função dos meses do ano, por exemplo: janeiro é mês de férias; fevereiro é carnaval; em março é meu aniversário; julho é aniversário da minha mãe e assim por diante...ou seja, minha linha do horizonte se expandia de acordo com os acontecimentos fixos que existiam no meu calendário. Agora, de uns dois meses pra cá, começei a planejar minha vida em função das minhas viagens e só agora me dei conta disso! Por exemplo: janeiro é mês de estudar em Buenos Aires; em abril, vou a São Paulo; em julho, Europa e assim por diante... cada vez que começo a fazer um plano para um futuro levemente distante, eu acabo pensando :" Ah, quando eu voltar de tal lugar, penso nisso".
Quando eu lia alguns blogueiros viajantes, que também faziam seu calendário de acordo com suas viagens, achava um exagero. Achava impossível alguém viver pensando em viajar. Como podia mal a pessoa chegar de uma viagem e já estar pensando em outra?? Isso era algo impensável pra mim, afinal, uma viagem era pra ser curtida muito tempo depois que ela acabasse, como se fosse um remédio cujo efeito pudesse durar aguns meses...até que fui contaminada por esse espírito viajandão e hoje em dia impensável, para mim, é examente a possibilidade de não viajar. Na verdade, agora vejo não como um remédio, mas como uma droga que vicia e que se quer cada vez mais. Contudo não é uma droga maléfica, pelo contrário! Ela traz em si um benefício que dificilmente será encontrado em outro lugar: a sensação de liberdade, a sensação de que o mundo é, ao mesmo tempo, menor e maior do que se pode imaginar!
Acredito que viajar dá essa sensação exata de quem nós somos naquele momento e, principalmente, faz com que a gente perceba a metamorfose em tempo real. Quando olhamos no espelho novamente nos damos conta de quem nos tornamos e de como foi esse processo! Talvez por isso ela seja tão viciante...
O que sei é que agora minha vida se divide em viagens. Sejam aquelas já feitas; sejam as planejadas e quase concretizadas ou sejam aquelas que ainda estão na categoria de sonho/desejo/objetivo. E minha mais frequente pergunta tem sido: pra onde?
Hasta Luego
É tão estranho como o abstrato vai se concretizando diante dos nossos olhos e nem nos damos conta de tal transformação...
Antes eu planejava minha vida em função dos meses do ano, por exemplo: janeiro é mês de férias; fevereiro é carnaval; em março é meu aniversário; julho é aniversário da minha mãe e assim por diante...ou seja, minha linha do horizonte se expandia de acordo com os acontecimentos fixos que existiam no meu calendário. Agora, de uns dois meses pra cá, começei a planejar minha vida em função das minhas viagens e só agora me dei conta disso! Por exemplo: janeiro é mês de estudar em Buenos Aires; em abril, vou a São Paulo; em julho, Europa e assim por diante... cada vez que começo a fazer um plano para um futuro levemente distante, eu acabo pensando :" Ah, quando eu voltar de tal lugar, penso nisso".
Quando eu lia alguns blogueiros viajantes, que também faziam seu calendário de acordo com suas viagens, achava um exagero. Achava impossível alguém viver pensando em viajar. Como podia mal a pessoa chegar de uma viagem e já estar pensando em outra?? Isso era algo impensável pra mim, afinal, uma viagem era pra ser curtida muito tempo depois que ela acabasse, como se fosse um remédio cujo efeito pudesse durar aguns meses...até que fui contaminada por esse espírito viajandão e hoje em dia impensável, para mim, é examente a possibilidade de não viajar. Na verdade, agora vejo não como um remédio, mas como uma droga que vicia e que se quer cada vez mais. Contudo não é uma droga maléfica, pelo contrário! Ela traz em si um benefício que dificilmente será encontrado em outro lugar: a sensação de liberdade, a sensação de que o mundo é, ao mesmo tempo, menor e maior do que se pode imaginar!
Acredito que viajar dá essa sensação exata de quem nós somos naquele momento e, principalmente, faz com que a gente perceba a metamorfose em tempo real. Quando olhamos no espelho novamente nos damos conta de quem nos tornamos e de como foi esse processo! Talvez por isso ela seja tão viciante...
O que sei é que agora minha vida se divide em viagens. Sejam aquelas já feitas; sejam as planejadas e quase concretizadas ou sejam aquelas que ainda estão na categoria de sonho/desejo/objetivo. E minha mais frequente pergunta tem sido: pra onde?
Hasta Luego
sexta-feira, 6 de março de 2009
Síndrome de viajante
Saudações!
Agora que já tem quase dois meses que voltei de Buenos Aires é que a vida está tomando sua rotina habitual...na verdade, nem tão habitual assim, visto que certos hábitos se modificaram ao longo desse caminho. Eu me modifiquei! Tenho gostos diferentes, valores diferentes, perspectivas diferentes agora!
Porém uma coisa que eu li em alguns blogs de viagem que acompanho é certa: depois que a gente sai do ninho pela primeira vez, parece que um vício toma conta da gente e não é mais possível viver sem viajar.
Viajar torna-se uma necessidade! E por mais que, aos olhos dos outros, isso pareça supérfluo ou secundário, na vida de uma viajante é como água no deserto. Não consigo mais conceber minha vida daqui pra frente sem planos de viagens. Ora mais curtas, ora mais longas, ora para perto, ora para longe. Contudo, elas estão ali, presentes no meu dia a dia, presentes nas minhas prioridades.
Não consigo mais entrar em uma livraria sem dar uma passadinha na seção de viagens para ver as novidades; não consigo mais passar por uma loja de malas sem imaginar qual seria aquela mais prática para minha próxima viagem; não consigo mais passar por uma agência de viagens sem olhar, mesmo que de relance, para os preços das promoções afixados no vidro; não consigo mais passar por uma casa de câmbio sem ter a curiosidade de saber a cotação das moedas estrangeiras. Hábitos adquiridos ao longo do último ano e que, ao que parecem, não irão embora depois da próxima viagem...
Certo estava Fernando Pessoa ao afirmar: "Navegar é preciso!"
Navegar por mares nunca dantes navegados(para continuar citando os portugueses) ou por mares já conhecidos, navegar em grandes navios ou em canoas, navegar com um computador de bordo ou sendo guiado pelas estrelas...tanto faz. O que importa é a sensação aventureira de se lançar ao mar, como Sinbad. O que importa é o caminho e não apenas o destino. Até porque a viagem não se dá apenas externamente, há também a viagem que acontece dentro de nós! E essa ocorre sem bússula, sem pontos cardeais, pois aquele é um território desconhecido que vamos desbravando aos poucos.
Nunca mais somos os mesmos depois de uma viagem, isso vale para o bem ou para o mal, pois como dizia o filósofo Heráclito:
"Não é possível tomar banho duas vezes no mesmo rio"
Hasta Luego
Agora que já tem quase dois meses que voltei de Buenos Aires é que a vida está tomando sua rotina habitual...na verdade, nem tão habitual assim, visto que certos hábitos se modificaram ao longo desse caminho. Eu me modifiquei! Tenho gostos diferentes, valores diferentes, perspectivas diferentes agora!
Porém uma coisa que eu li em alguns blogs de viagem que acompanho é certa: depois que a gente sai do ninho pela primeira vez, parece que um vício toma conta da gente e não é mais possível viver sem viajar.
Viajar torna-se uma necessidade! E por mais que, aos olhos dos outros, isso pareça supérfluo ou secundário, na vida de uma viajante é como água no deserto. Não consigo mais conceber minha vida daqui pra frente sem planos de viagens. Ora mais curtas, ora mais longas, ora para perto, ora para longe. Contudo, elas estão ali, presentes no meu dia a dia, presentes nas minhas prioridades.
Não consigo mais entrar em uma livraria sem dar uma passadinha na seção de viagens para ver as novidades; não consigo mais passar por uma loja de malas sem imaginar qual seria aquela mais prática para minha próxima viagem; não consigo mais passar por uma agência de viagens sem olhar, mesmo que de relance, para os preços das promoções afixados no vidro; não consigo mais passar por uma casa de câmbio sem ter a curiosidade de saber a cotação das moedas estrangeiras. Hábitos adquiridos ao longo do último ano e que, ao que parecem, não irão embora depois da próxima viagem...
Certo estava Fernando Pessoa ao afirmar: "Navegar é preciso!"
Navegar por mares nunca dantes navegados(para continuar citando os portugueses) ou por mares já conhecidos, navegar em grandes navios ou em canoas, navegar com um computador de bordo ou sendo guiado pelas estrelas...tanto faz. O que importa é a sensação aventureira de se lançar ao mar, como Sinbad. O que importa é o caminho e não apenas o destino. Até porque a viagem não se dá apenas externamente, há também a viagem que acontece dentro de nós! E essa ocorre sem bússula, sem pontos cardeais, pois aquele é um território desconhecido que vamos desbravando aos poucos.
Nunca mais somos os mesmos depois de uma viagem, isso vale para o bem ou para o mal, pois como dizia o filósofo Heráclito:
"Não é possível tomar banho duas vezes no mesmo rio"
Hasta Luego
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Feira de San Telmo em Buenos Aires
Hola, amigos!!
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Um lugar muito interessante lá de Buenos Aires que merece uma visita (ou mais de uma, se você tiver tempo) é a Feira de San Telmo. Ela ocorre aos domingos no bairro de San Telmo. Eu adorei! Nada mais é que uma feira que mistura antiguidades e velharias. Existem várias feiras nos fins de semana em Buenos Aires, mas essa é uma das mais famosas.
Lá tem de tudo, desde verdadeiras peças antigas de cristais e porcelanas...
até velharias como panelas e cobre usadas...
é um mundo de cores, cheiros e vozes (todas falando em castellano, claro!)
Passeamos muito lá, compramos pouco, pois como é uma feira turística, tudo é muito caro. Eu só comprei um livro do Borges e uns ímãs de geladeira. Nada mais.
De lá fomos almoçar em um restaurante da avenida 9 de julio e mais tarde fomos até a praça onde ficam os tribunais, pois o Filipe queria muito conhecer.
É uma praça bonita, como a maioria das praças portenhas. Tinha essa fonte com os bailarinos que eu achei bem diferente...
Buenos Aires é uma cidade que encanta em cada esquina, em cada cantinho. Há sempre uma bela praça, um parque, uma fachada diferente, ou algo que atiça a atenção de turistas ávidos por conhecer um pouco mais daquela cultura.
Claro que existem pessoas que vão a Buenos Aires pensando nas compras, pois o peso é mais barato que o real, há aquelas pessoas que vão pensando nas baladas, pois a capital portenha nunca dorme; há os que vão pensando na bebida, que é permitida e barata, mas eu fui pensando em cultura. Fui pensando em mudanças.
E, de fato, hoje percebo o quanto essa viagem me modificou. Passado mais de um mês da minha volta, vejo que não sou mais a mesma pessoa que foi pra lá, no início de janeiro. É bem verdade que eu estava aberta às mudanças, que eu estava ansiando por elas até! Mas a questão é que hoje faço coisas que não fazia, vejo o mundo com novos olhos, tenho valores diferentes, prioridades diferentes. É inegável que uma viagem a outro país muda a cabeça da gente, eu só não imaginei que pudesse mudar tanto!
Estou feliz com tudo o que vivi, com as pessoas que conheci, com as amizades que sei que vão durar, com aquelas que sei que serão sazonais e com toda a experiência adquirida. Quero voltar! Não apenas a Buenos Aires, mas quero voltar a viajar, quero voltar a viver tudo o que vivi, embora eu tenha consciência de que cada experiência é única e de que só se pode ver o mundo uma vez com "olhos de primeira vez".
Contudo, agora estou mais certa do que eu quero e sei que esse foi apenas o primeiro degrau de uma longa escada de viagens pelo mundo!
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Passeio ao Delta do Tigre
Hola, amigos!
Um dos passeios mais agradáveis que fiz em Buenos Aires foi ao Delta do rio Tigre. Através de uma comunidade do orkut encontrei um guia chamado Pablo, entrei em contato com ele e agendei o passeio para o meu único sábado livre na cidade.
Inicialmente eu iria sozinha, mas na sexta-feira anterior, conheci dois primos no hostel (Filipe e Igor) e ficamos amigos naquela noite, então chamei-os para irem comigo.
O sábado estava lindo! Céu azul e sol brilhando. Devia estar uns 35 graus ou mais e, pontualmente, as 9h o Pablo chegou ao hostel para nos buscar. Começava ali nosso dia maravilhoso! Fomos à estação do Tren de la Costa, que é um trem turístico que vai passsando por vários lugares interessantes.
A cada estação é possível parar, descer, explorar o lugar e depois pegar o próximo trem, tudo com a mesma passagem. Paramos na estação de San Isidro, um local deliciosamente aprazível, com fontes, muitas ruas arborizadas, vistas lindas (inclusive do Uruguai!) e uma catedral belíssima! Ficamos ali por quase 1 hora explorando as ruelas, observando as pessoas, tirando fotos.
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De lá, pegamos o trem novamente até a estação final: Tigre. O local é muito pitoresco! Há um passeio de Catamaran pelo delta do rio que leva até o rio da Prata (aquele mesmo que a gente estuda na escola nas aulas sobre a guerra da Cisplatina!). É um trajeto delicioso! O catamaran vai passando por várias casinhas que as pessoas mais abastadas de Buenos Aires usam como casa de veraneio. Aliás, o Tigre é um local de verão, onde os porteños tomam sol e se banham no rio como se fosse uma praia...é curioso de ver.
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Durante o passeio, resolvemos ir para a proa do catamaran para tirar mais fotos e quando eu menos esperava o barco deu uma abaixada, o que fez com que uma onda se formasse e desse um banho em todos nós! Eu tinha sido batizada pelo rio Tigre! Nada que tirasse o meu humor, na verdade, até gostei, pois o calor era muito forte e aquele banho veio bem a calhar.
Após desembarcarmos, fomos explorar o Tigre. Descobrimos um local interessante chamado "Puerto de Frutos", que originalmente era uma feira que, de acordo com o nome, só vendia frutas. Com o passar do tempo, virou uma feira turística onde se vende de tudo, inclusive frutas! Comprei cerejas! Lindas, deliciosas e baratíssimas!
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Depois fomos ao "Trilenium", um cassino que existe lá. Foi incrível, pois eu só tinha visto cassinos em filmes e, de repente, entrar em um era uma aventura! É tudo aquilo que vemos nas películas: muita luz artificial, muito neon, muitas máquinas de todo tipo de jogos, muitas pessoas perdendo tudo e poucas ganhando alguma coisa. É bonito, pena que fotos do lado de dentro são proibidas...
A gente subiu até o segundo andar, onde ficam as roletas e os jogos com cartas. Observando as pessoas jogarem, dá pra entender porquê tem gente que perde a vida em cassinos! É incrível como se volta a ser criança naquele ambiente! É um clima de brincadeira que nos envolve e os mais incautos certamente não se dão conta de quanto perdem nessa tentativa de retornar à infãncia...
Nós jogamos também. Na verdade, apenas eu e Igor jogamos. Comprei duas fichas de 5 pesos cada. Joguei apenas uma. A outra eu guardei de recordação! Só quando cheguei ao hostel, descobri que não era permitido levar aquela ficha para casa, mas aí já era tarde...
Depois de toda essa aventura fomos almoçar em uma restaurante, com ar condicionado, onde comi um "bife de chorizo" que é basicamente o nosso contra filé, super macio e delicioso!! Veio acompanhado com um purê de calabaza (abóbora) muito bom também! Rimos, conversamos, contamos sobre nossas expectativas de viagens futuras, enfim, nos divertimos!
Depois voltamos do Tigre por um trem comum, muito diferente do Tren de la Costa e muito parecido com o trem da Central aqui do Rio na década de 90. Havia ambulantes vendendo desde lixa de unha até picolé, além de pessoas pedindo dinheiro, enfim...nada turístico como o tren de la Costa, mas muito interessante para perceber que a realidade das grandes capitais não difere muito na América do Sul.
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Saindo da estação, pegamos um táxi e fomos ao Bosque de Palermo passear pelo rosedal.
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Depois demos uma passadinha no jardim Japonês...
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De lá fomos ás Galerias Pacífico, um shopping que fica na calle Florida e que tem uma abóbada lindíssima, repleta de afrescos.
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No piso inferior há uma sorveteria chamada "Freddo" onde tomei o melhor sorvete da minha vida!!!Depois passeamos um pouco pela calle Florida e, a essa altura, já estávamos mortos de cansados, pois eram quase 21h! Estávamos andando há 12 horas! Resolvemos voltar para o hostel. O Pablo nos colocou no metrô e, dali, sabíamos o caminho...
O dia foi muito agradável. O Pablo é uma pessoa muito bacana e a ida do Filipe e do Igor, além de ter nos aproximado mais, fez com que o passeio ficasse infinitamente mais divertido!
Contato do Pablo: infobuenosairestrip@hotmail.com
Perfil dele no Facebook: http://www.facebook.com/buenosaires.tours
p.s. Este blog não ganha nada com a propaganda do serviço do Pablo, faço isso por amizade e por gostar verdadeiramente dos serviços dele.
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Um dos passeios mais agradáveis que fiz em Buenos Aires foi ao Delta do rio Tigre. Através de uma comunidade do orkut encontrei um guia chamado Pablo, entrei em contato com ele e agendei o passeio para o meu único sábado livre na cidade.
Inicialmente eu iria sozinha, mas na sexta-feira anterior, conheci dois primos no hostel (Filipe e Igor) e ficamos amigos naquela noite, então chamei-os para irem comigo.
O sábado estava lindo! Céu azul e sol brilhando. Devia estar uns 35 graus ou mais e, pontualmente, as 9h o Pablo chegou ao hostel para nos buscar. Começava ali nosso dia maravilhoso! Fomos à estação do Tren de la Costa, que é um trem turístico que vai passsando por vários lugares interessantes.
A cada estação é possível parar, descer, explorar o lugar e depois pegar o próximo trem, tudo com a mesma passagem. Paramos na estação de San Isidro, um local deliciosamente aprazível, com fontes, muitas ruas arborizadas, vistas lindas (inclusive do Uruguai!) e uma catedral belíssima! Ficamos ali por quase 1 hora explorando as ruelas, observando as pessoas, tirando fotos.
De lá, pegamos o trem novamente até a estação final: Tigre. O local é muito pitoresco! Há um passeio de Catamaran pelo delta do rio que leva até o rio da Prata (aquele mesmo que a gente estuda na escola nas aulas sobre a guerra da Cisplatina!). É um trajeto delicioso! O catamaran vai passando por várias casinhas que as pessoas mais abastadas de Buenos Aires usam como casa de veraneio. Aliás, o Tigre é um local de verão, onde os porteños tomam sol e se banham no rio como se fosse uma praia...é curioso de ver.
Durante o passeio, resolvemos ir para a proa do catamaran para tirar mais fotos e quando eu menos esperava o barco deu uma abaixada, o que fez com que uma onda se formasse e desse um banho em todos nós! Eu tinha sido batizada pelo rio Tigre! Nada que tirasse o meu humor, na verdade, até gostei, pois o calor era muito forte e aquele banho veio bem a calhar.
Após desembarcarmos, fomos explorar o Tigre. Descobrimos um local interessante chamado "Puerto de Frutos", que originalmente era uma feira que, de acordo com o nome, só vendia frutas. Com o passar do tempo, virou uma feira turística onde se vende de tudo, inclusive frutas! Comprei cerejas! Lindas, deliciosas e baratíssimas!
Depois fomos ao "Trilenium", um cassino que existe lá. Foi incrível, pois eu só tinha visto cassinos em filmes e, de repente, entrar em um era uma aventura! É tudo aquilo que vemos nas películas: muita luz artificial, muito neon, muitas máquinas de todo tipo de jogos, muitas pessoas perdendo tudo e poucas ganhando alguma coisa. É bonito, pena que fotos do lado de dentro são proibidas...
A gente subiu até o segundo andar, onde ficam as roletas e os jogos com cartas. Observando as pessoas jogarem, dá pra entender porquê tem gente que perde a vida em cassinos! É incrível como se volta a ser criança naquele ambiente! É um clima de brincadeira que nos envolve e os mais incautos certamente não se dão conta de quanto perdem nessa tentativa de retornar à infãncia...
Nós jogamos também. Na verdade, apenas eu e Igor jogamos. Comprei duas fichas de 5 pesos cada. Joguei apenas uma. A outra eu guardei de recordação! Só quando cheguei ao hostel, descobri que não era permitido levar aquela ficha para casa, mas aí já era tarde...
Depois de toda essa aventura fomos almoçar em uma restaurante, com ar condicionado, onde comi um "bife de chorizo" que é basicamente o nosso contra filé, super macio e delicioso!! Veio acompanhado com um purê de calabaza (abóbora) muito bom também! Rimos, conversamos, contamos sobre nossas expectativas de viagens futuras, enfim, nos divertimos!
Depois voltamos do Tigre por um trem comum, muito diferente do Tren de la Costa e muito parecido com o trem da Central aqui do Rio na década de 90. Havia ambulantes vendendo desde lixa de unha até picolé, além de pessoas pedindo dinheiro, enfim...nada turístico como o tren de la Costa, mas muito interessante para perceber que a realidade das grandes capitais não difere muito na América do Sul.
Saindo da estação, pegamos um táxi e fomos ao Bosque de Palermo passear pelo rosedal.
Depois demos uma passadinha no jardim Japonês...
De lá fomos ás Galerias Pacífico, um shopping que fica na calle Florida e que tem uma abóbada lindíssima, repleta de afrescos.
No piso inferior há uma sorveteria chamada "Freddo" onde tomei o melhor sorvete da minha vida!!!Depois passeamos um pouco pela calle Florida e, a essa altura, já estávamos mortos de cansados, pois eram quase 21h! Estávamos andando há 12 horas! Resolvemos voltar para o hostel. O Pablo nos colocou no metrô e, dali, sabíamos o caminho...
O dia foi muito agradável. O Pablo é uma pessoa muito bacana e a ida do Filipe e do Igor, além de ter nos aproximado mais, fez com que o passeio ficasse infinitamente mais divertido!
Contato do Pablo: infobuenosairestrip@hotmail.com
Perfil dele no Facebook: http://www.facebook.com/buenosaires.tours
p.s. Este blog não ganha nada com a propaganda do serviço do Pablo, faço isso por amizade e por gostar verdadeiramente dos serviços dele.
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
Verde que te quero ver
Hola, amigos!
Buenos Aires é uma cidade cosmopolita, não há dúvida, contudo, um ar bucólico se instala em pequenos recantos de área verde preservados. São bosques, praças e parques onde se pode respirar um ar mais puro, esquecer um pouco da correria do dia-a-dia e relaxar ouvindo o barulho do vento nas árvores, o canto dos pássaros e vendo a beleza da flora. A maioria desses lugares se encontra em um bairro antes pantanoso que fora convertido em um bairro residencial cheio de jardins. Seu nome é Palermo.
É ali que está o Jardim Bothânico, criado por Carlos Thays, um francês radicado em Buenos Aires que se tornou um orgulho porteño. O jardim é enorme e possui várias estátuas em estilo grego...

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...além da réplica da Loba Capitulina, aquela onde Rômulo e Remo (fundadores da cidade de Roma) mamaram quando meninos. A réplica foi um presente romano aos argentinos e tem lugar de destaque no jardim.
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Ao lado desse jardim, escontra-se o Bosque de Palermo, também criação de Carlos Thays, inspirado no Bois de Boulogne de Paris. É dentro desse bosque que está um jardim das rosas, conhecido como El Rosedal...
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...e o pátio andaluz...
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...e o lago onde andamos de pedalinho. Aliás, vivemos uma aventura a bordo daquele pedalinho, pois ao tentarmos contornar a ilha que ficava no meio do lago, encalhamos em um barco afundado e não conseguimos mais sair.
Estávamos eu, Vinícius, Filipe e Sushi e naquele momento só nos restava rir da situação. Em dado momento ouvimos o número do nosso carro ser chamado pelo microfone. Era hora de voltarmos, contudo não conseguíamos sair dali e começamos a berrar:
- Por favor, Ayudanos! No podremos salir!
Foi muito engraçado ter que pedir socorro numa outra língua, ainda mais por um motivo tão bobo! Não sabíamos se ríamos, se lamentávamos, se colocávamos a culpa em alguém ou se apenas aproveitávamos mais alguns minutos ali naquele lugar tão bonito! Certamente foi uma aventura inesquecível e rendeu lindas fotos!
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Ali bem perto há também o Jardín Japonés, muito bem cuidado e cheio de pontes, lagos e totens para se tirar fotos.
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Outro lugar onde fui tentar encontrar um pouco de verde em meio à cidade foi na Reserva Ecológica Costañera Sur, que fica em Puerto Madero. Ali está a escultura conhecida como "Fuente de las Nereidas" ou "Fuente Lora Mora", o nome de sua escultora, que foi a primeira mulher a se tornar escultora na Argentina. Essa fonte causou furor na época pela nudez ali retratada. É lindíssima!
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Ir a Buenos Aires é conhecer além do seu aspecto urbano também o seu aspecto silvestre. Quem vai deve ir a pelo menos um desses parques e explorar o lado mais bucólico de uma cidade que não dorme.
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Buenos Aires é uma cidade cosmopolita, não há dúvida, contudo, um ar bucólico se instala em pequenos recantos de área verde preservados. São bosques, praças e parques onde se pode respirar um ar mais puro, esquecer um pouco da correria do dia-a-dia e relaxar ouvindo o barulho do vento nas árvores, o canto dos pássaros e vendo a beleza da flora. A maioria desses lugares se encontra em um bairro antes pantanoso que fora convertido em um bairro residencial cheio de jardins. Seu nome é Palermo.
É ali que está o Jardim Bothânico, criado por Carlos Thays, um francês radicado em Buenos Aires que se tornou um orgulho porteño. O jardim é enorme e possui várias estátuas em estilo grego...
...além da réplica da Loba Capitulina, aquela onde Rômulo e Remo (fundadores da cidade de Roma) mamaram quando meninos. A réplica foi um presente romano aos argentinos e tem lugar de destaque no jardim.
Ao lado desse jardim, escontra-se o Bosque de Palermo, também criação de Carlos Thays, inspirado no Bois de Boulogne de Paris. É dentro desse bosque que está um jardim das rosas, conhecido como El Rosedal...
...e o pátio andaluz...
...e o lago onde andamos de pedalinho. Aliás, vivemos uma aventura a bordo daquele pedalinho, pois ao tentarmos contornar a ilha que ficava no meio do lago, encalhamos em um barco afundado e não conseguimos mais sair.
Estávamos eu, Vinícius, Filipe e Sushi e naquele momento só nos restava rir da situação. Em dado momento ouvimos o número do nosso carro ser chamado pelo microfone. Era hora de voltarmos, contudo não conseguíamos sair dali e começamos a berrar:
- Por favor, Ayudanos! No podremos salir!
Foi muito engraçado ter que pedir socorro numa outra língua, ainda mais por um motivo tão bobo! Não sabíamos se ríamos, se lamentávamos, se colocávamos a culpa em alguém ou se apenas aproveitávamos mais alguns minutos ali naquele lugar tão bonito! Certamente foi uma aventura inesquecível e rendeu lindas fotos!
Ali bem perto há também o Jardín Japonés, muito bem cuidado e cheio de pontes, lagos e totens para se tirar fotos.
Outro lugar onde fui tentar encontrar um pouco de verde em meio à cidade foi na Reserva Ecológica Costañera Sur, que fica em Puerto Madero. Ali está a escultura conhecida como "Fuente de las Nereidas" ou "Fuente Lora Mora", o nome de sua escultora, que foi a primeira mulher a se tornar escultora na Argentina. Essa fonte causou furor na época pela nudez ali retratada. É lindíssima!
Ir a Buenos Aires é conhecer além do seu aspecto urbano também o seu aspecto silvestre. Quem vai deve ir a pelo menos um desses parques e explorar o lado mais bucólico de uma cidade que não dorme.
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Show de Tango no Café Tortoni
Hola, amigos!
Este post é muito especial, pois desde que começei a pensar em ir a Buenos Aires e começei a estudar sobre a cidade me encantei com o Café Tortoni. É o café mais antigo da cidade, fundado em 1858, e por onde já passaram figura ilustres como Einstein, Julio Cortazar, Jorge Luis Borges, Carlos Gardel e até mesmo Sartre já tomou seu cafezinho lá.
Quem conhece o Rio de Janeiro, compara o Tortoni à Confeitaria Colombo, contudo, o Tortoni é , na minha opinião, mais bonito e com mais cara de antigo que a Colombo, mas não posso negar que ambos guardam alguma semelhança.
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Quando estive em Buenos Aires fui ao Café Tortoni por duas vezes: a primeira apenas para tomar um submarino (leite quente com uma barra de chocolate derretido) e sentir o clima do lugar. Era maravilhoso estar ali, onde pessoas que eu tanto admiro também já estiveram. Dava pra sentir a aura de filosofia e literatura presentes no ar!
Eu e Filipe, um amigo que conheci no hostel, fomos naquela noite à Avenida de Mayo, 825 e ao entrarmos naquele café, parecia que estávamos entrando em outro tempo! Tudo ali lembrava o século passado e tive uma sensação estranha de também estar fazendo parte da história daquele lugar. É um tanto difícil explicar com palavras a sensação que tive ao entrar no Tortoni pela primeira vez. Eu estava ali, saboreando um submarino, vendo as pessoas à minha volta conversando em castellano, ouvindo o zum-zum dos garçons, o estalido das louças, e por um momento me transportei ao século XIX e imaginei como eram as reuniões literárias que aconteciam ali. Dava pra sentir o cheiro do café e do cigarro daqueles homens que fizeram a história não apenas da Argentina, mas do mundo!
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A segunda vez que fui ao Tortoni foi para assistir a um show de tango. A dança tradicional porteña era ali representada desde a sua origem até os dias atuais. Descobri que o Tango começou como uma luta entre dois homens com faca em punho! Depois é que ele virou uma dança, inicialmente praticada em bordéis e prostíbulos ao som do violino, flauta e violão. No início do século XX o bandoneón substituiu a flauta. No tango há um jogo de sedução onde a mulher seduz o homem. Os passos são sensuais e provocantes. Com o passar do tempo os bordéis começaram a contratar pequenos grupos para mostrar a dança ao público e dizem que foi assim que surgiu o tango como conhecemos hoje.
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O show de tango do café Tortoni é um dos mais tradicionais e baratos de Buenos Aires (70 pesos, só o show, sem consumação) e apesar de ser, é claro, voltado para os turistas não tem aquelas interferências quase cinematográficas que outros shows têm, como colocar cavalos em pleno palco. É um show dançado em um palco pequeno com um cantor que interpreta músicas de Gardel e bailarinos que parecem flutuar! Eu fiquei encantada!
A música era forte, o show de luzes e som era perfeito, cadenciado e marcante, como as batidas do coração. A orquestra tocava lindamente e em alguns momentos tive até vontade de chorar de tão emocionada que eu estava.
Quem vai a Buenos Aires pela primeira vez deve ir ao Café Tortoni e mesmo que não queira assistir ali o show de tango, deve ir apenas para sentir a clima de história antiga que a casa exala.
Só um aviso para quem for em janeiro: os churros, tradicionais do lugar, não são servidos nesse mês. Fiquei um pouco desapontada, mas isso, de jeito nenhum, tirou a magia do Café Tortoni!
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Este post é muito especial, pois desde que começei a pensar em ir a Buenos Aires e começei a estudar sobre a cidade me encantei com o Café Tortoni. É o café mais antigo da cidade, fundado em 1858, e por onde já passaram figura ilustres como Einstein, Julio Cortazar, Jorge Luis Borges, Carlos Gardel e até mesmo Sartre já tomou seu cafezinho lá.
Quem conhece o Rio de Janeiro, compara o Tortoni à Confeitaria Colombo, contudo, o Tortoni é , na minha opinião, mais bonito e com mais cara de antigo que a Colombo, mas não posso negar que ambos guardam alguma semelhança.
Quando estive em Buenos Aires fui ao Café Tortoni por duas vezes: a primeira apenas para tomar um submarino (leite quente com uma barra de chocolate derretido) e sentir o clima do lugar. Era maravilhoso estar ali, onde pessoas que eu tanto admiro também já estiveram. Dava pra sentir a aura de filosofia e literatura presentes no ar!
Eu e Filipe, um amigo que conheci no hostel, fomos naquela noite à Avenida de Mayo, 825 e ao entrarmos naquele café, parecia que estávamos entrando em outro tempo! Tudo ali lembrava o século passado e tive uma sensação estranha de também estar fazendo parte da história daquele lugar. É um tanto difícil explicar com palavras a sensação que tive ao entrar no Tortoni pela primeira vez. Eu estava ali, saboreando um submarino, vendo as pessoas à minha volta conversando em castellano, ouvindo o zum-zum dos garçons, o estalido das louças, e por um momento me transportei ao século XIX e imaginei como eram as reuniões literárias que aconteciam ali. Dava pra sentir o cheiro do café e do cigarro daqueles homens que fizeram a história não apenas da Argentina, mas do mundo!
A segunda vez que fui ao Tortoni foi para assistir a um show de tango. A dança tradicional porteña era ali representada desde a sua origem até os dias atuais. Descobri que o Tango começou como uma luta entre dois homens com faca em punho! Depois é que ele virou uma dança, inicialmente praticada em bordéis e prostíbulos ao som do violino, flauta e violão. No início do século XX o bandoneón substituiu a flauta. No tango há um jogo de sedução onde a mulher seduz o homem. Os passos são sensuais e provocantes. Com o passar do tempo os bordéis começaram a contratar pequenos grupos para mostrar a dança ao público e dizem que foi assim que surgiu o tango como conhecemos hoje.
O show de tango do café Tortoni é um dos mais tradicionais e baratos de Buenos Aires (70 pesos, só o show, sem consumação) e apesar de ser, é claro, voltado para os turistas não tem aquelas interferências quase cinematográficas que outros shows têm, como colocar cavalos em pleno palco. É um show dançado em um palco pequeno com um cantor que interpreta músicas de Gardel e bailarinos que parecem flutuar! Eu fiquei encantada!
A música era forte, o show de luzes e som era perfeito, cadenciado e marcante, como as batidas do coração. A orquestra tocava lindamente e em alguns momentos tive até vontade de chorar de tão emocionada que eu estava.
Quem vai a Buenos Aires pela primeira vez deve ir ao Café Tortoni e mesmo que não queira assistir ali o show de tango, deve ir apenas para sentir a clima de história antiga que a casa exala.
Só um aviso para quem for em janeiro: os churros, tradicionais do lugar, não são servidos nesse mês. Fiquei um pouco desapontada, mas isso, de jeito nenhum, tirou a magia do Café Tortoni!
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
As fachadas de Buenos Aires
Hola!!
Esses dias em que estive em Buenos Aires descobri que gosto mais de arquitetura do que eu poderia supor! A cada passeio eu parava para observar a beleza dos prédios portenhos! Como são lindas as fachadas! E como são preservadas!
Houve um dia em que eu fui andando do Museu Nacional de Bellas Artes, na Recoleta, até a Plaza del Congresso! Devem ser quase uns 10 quilômetros! Mas os prédios eram tão bonitos que eu não poderia perdê-los dentro de um metrô. Acho que demorei umas 4 horas nesse trajeto, pois a cada esquina eu parava, pegava a máquina e tirava diversas fotos! Fiz esse passeio sozinha e foi, sem dúvida, um dos pontos altos da minha viagem: eu estava ali, em outro país, observando como vivem os locais, observando a cultura deles, a história deles contida naquelas ruas, naquelas fachadas. Eu solitariamente andando pelas calçadas de Buenos Aires nunca me senti tão plena, tão viva! Ia seguindo meu mapa e perguntando aqui e ali se estava no caminho certo, ora a um transeunte, ora a um jornaleiro, ora a um guarda. Era sempre recebida com um largo sorriso e muita boa vontade em explicar quanto ainda faltava até o meu destino.
A capital portenha me recebia de braços abertos e eu, ali inserida, me sentia totalmente em casa! A ponto de achar o caminho semelhante às ruas de Ipanema. Eu tinha a nítida impressão que, a qualquer momento, me depararia com o mar quando eu virasse na próxima esquina! Ao fim da caminhada, já atravessando a 9 de julho, a avenida mais larga do mundo, meus pés começaram a dar sinal de cansaço, mas eu estava tão feliz que ignorava qualquer dor. Eu estava ali, fazendo exatamente aquilo que eu queria fazer e isso já era o bastante para que eu esquecesse qualquer possível infortúnio. Certamente aquele fora o dia mais feliz da minha viagem até aquele momento!
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Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Esses dias em que estive em Buenos Aires descobri que gosto mais de arquitetura do que eu poderia supor! A cada passeio eu parava para observar a beleza dos prédios portenhos! Como são lindas as fachadas! E como são preservadas!
Houve um dia em que eu fui andando do Museu Nacional de Bellas Artes, na Recoleta, até a Plaza del Congresso! Devem ser quase uns 10 quilômetros! Mas os prédios eram tão bonitos que eu não poderia perdê-los dentro de um metrô. Acho que demorei umas 4 horas nesse trajeto, pois a cada esquina eu parava, pegava a máquina e tirava diversas fotos! Fiz esse passeio sozinha e foi, sem dúvida, um dos pontos altos da minha viagem: eu estava ali, em outro país, observando como vivem os locais, observando a cultura deles, a história deles contida naquelas ruas, naquelas fachadas. Eu solitariamente andando pelas calçadas de Buenos Aires nunca me senti tão plena, tão viva! Ia seguindo meu mapa e perguntando aqui e ali se estava no caminho certo, ora a um transeunte, ora a um jornaleiro, ora a um guarda. Era sempre recebida com um largo sorriso e muita boa vontade em explicar quanto ainda faltava até o meu destino.
A capital portenha me recebia de braços abertos e eu, ali inserida, me sentia totalmente em casa! A ponto de achar o caminho semelhante às ruas de Ipanema. Eu tinha a nítida impressão que, a qualquer momento, me depararia com o mar quando eu virasse na próxima esquina! Ao fim da caminhada, já atravessando a 9 de julho, a avenida mais larga do mundo, meus pés começaram a dar sinal de cansaço, mas eu estava tão feliz que ignorava qualquer dor. Eu estava ali, fazendo exatamente aquilo que eu queria fazer e isso já era o bastante para que eu esquecesse qualquer possível infortúnio. Certamente aquele fora o dia mais feliz da minha viagem até aquele momento!
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Livraria El ateneo
Hola!
Uma das coisas que mais me encantou em Buenos Aires foi, sem dúvida, a quantidade de livrarias espalhadas pela cidade! Dizem que existem mais livrarias na cidade de Buenos Aires que no Brasil inteiro! E, depois de voltar de lá, eu realmente acredito nisso! É impressionante como eles leem! Em todo lugar há um portenho lendo! Pode ser um jornal, um livro, uma revista, mas dificilmente você vai encontrar um portenho sozinho em algum café ou restaurante sem estar acompanhado de uma boa leitura. Fiquei encantada com esse hábito e havia momentos em que eu verdadeiramente me sentia na Europa! É fácil entender porque os argentinos lutam tanto pelos seus direitos depois que a gente observa a cultura deles. Afinal um povo que não lê não pode ser crítico em relação aos seus governantes!
Bem, deixando o assunto da política de lado, esse post é sobre a livraria que mais me encantou naquela cidade! Chama-se EL ATENEO GRAND SPLENDID e fica na calle Santa Fé 1860, na Recoleta. Ela foi um teatro famoso, onde já cantaram vários nomes famosos como Maria Callas, mas depois esse teatro foi transformado em uma livraria e abriga vários títulos desde best-sellers até livros raros! A arquitetura do teatro foi preservada e eu poderia morar lá dentro por uns...6 meses no mínimo!
Essa é a fachada, por fora a gente não dá nada por ele...
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...mas, ao entrar, a gente se depara com isso:
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O palco foi transformado em um café:
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Esse foi meu pedido: Submarino (leite quente com uma barra de chocolate para derreter); alfajor (uma espécie de biscoito/bolo recheado com doce de leite) e uma água.
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Nesse dia eu estava super feliz, na livraria El Ateneo, em Buenos Aires:
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Uma das coisas que mais me encantou em Buenos Aires foi, sem dúvida, a quantidade de livrarias espalhadas pela cidade! Dizem que existem mais livrarias na cidade de Buenos Aires que no Brasil inteiro! E, depois de voltar de lá, eu realmente acredito nisso! É impressionante como eles leem! Em todo lugar há um portenho lendo! Pode ser um jornal, um livro, uma revista, mas dificilmente você vai encontrar um portenho sozinho em algum café ou restaurante sem estar acompanhado de uma boa leitura. Fiquei encantada com esse hábito e havia momentos em que eu verdadeiramente me sentia na Europa! É fácil entender porque os argentinos lutam tanto pelos seus direitos depois que a gente observa a cultura deles. Afinal um povo que não lê não pode ser crítico em relação aos seus governantes!
Bem, deixando o assunto da política de lado, esse post é sobre a livraria que mais me encantou naquela cidade! Chama-se EL ATENEO GRAND SPLENDID e fica na calle Santa Fé 1860, na Recoleta. Ela foi um teatro famoso, onde já cantaram vários nomes famosos como Maria Callas, mas depois esse teatro foi transformado em uma livraria e abriga vários títulos desde best-sellers até livros raros! A arquitetura do teatro foi preservada e eu poderia morar lá dentro por uns...6 meses no mínimo!
Essa é a fachada, por fora a gente não dá nada por ele...
...mas, ao entrar, a gente se depara com isso:
O palco foi transformado em um café:
Esse foi meu pedido: Submarino (leite quente com uma barra de chocolate para derreter); alfajor (uma espécie de biscoito/bolo recheado com doce de leite) e uma água.
Nesse dia eu estava super feliz, na livraria El Ateneo, em Buenos Aires:
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Museus de Buenos Aires
Hola!
Buenos Aires é uma capital onde se respira cultura por todos os lados! A quantidade de museus, livrarias e espaços culturais que existem lá é fora do comum...
Durante minha breve visita à capital argentina pude visitar alguns museus que me encantaram, tanto pelo seu acervo quanto pelo cuidado que os portenhos têm com suas obras de arte. A maioria não era possível fotografar, até mesmo por uma questão de preservação. Ir a Buenos Aires e não conhecer seus museus é tirar metade da graça da viagem.
Na Recoleta ficam dois dos mais conhecidos museus: O MUSEU NACIONAL DE BELLAS ARTES (av. del Libertador 1473) e o MALBA (calle Figueroa Alcorta 3415)
O Museu Nacional de Bellas Artes tem obras de pintores famosos como Renoir e Monet, além de esculturas belíssimas de Rodin, que andou em terras portenhas e, ao que parece, também se apaixonou pela cidade.
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O Malba é o Museu de Arte Latinoamericano, onde se encontram obras como "O Abapuru" da Tarsila do Amaral e "Auto retrato" de Frida Kahlo, além de outras obras de pintores como Portinari, Di Cavalcanti, Diego Rivera, Antonio Berni e Botero...
Eu fui a esse museu junto com a galera da escola, pois foi um dos passeios oferecidos na segunda semana:
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Também fui ao Museu Carlos Gardel, que nada mais é do que a casa em que ele viveu até sua morte em 1935. Uma casa simples e muito bem preservada. Fica no bairro Abasto, um local pobre, onde Gardel passou a maior parte da sua vida. Na verdade, diz a lenda, que ele nasceu Charles Gardés, era francês de Toulouse, mas foi para Buenos Aires muito novo e trocou seu nome para Carlos Gardel para se tornar mais portenho. Ele é motivo de orgulho para os argentinos e em frente ao shopping Abasto há uma estátua de Gardel em tamanho natural.
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E fui também ao Museu da Casa Rosada, fica numa portinha do lado direito e quase ninguém sabe que existe. É pequeno, mas tem muitos objetos que pertenceram aos presidentes, além, é claro, de um quadro enorme da Evita com o Perón.
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Fui várias vezes à Casa Rosada e numa delas dei sorte de pegar a troca da guarda. Os portenhos se sentem tão europeus que têm até troca da guarda como na Inglarerra! Bem diz o ditado que "o argentino é um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês"!
Mas eles são, sem dúvida, um povo muito consciente de seus deveres e direitos, muito politizado e muito culto. Fiquei realmente encantada!
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Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
Buenos Aires é uma capital onde se respira cultura por todos os lados! A quantidade de museus, livrarias e espaços culturais que existem lá é fora do comum...
Durante minha breve visita à capital argentina pude visitar alguns museus que me encantaram, tanto pelo seu acervo quanto pelo cuidado que os portenhos têm com suas obras de arte. A maioria não era possível fotografar, até mesmo por uma questão de preservação. Ir a Buenos Aires e não conhecer seus museus é tirar metade da graça da viagem.
Na Recoleta ficam dois dos mais conhecidos museus: O MUSEU NACIONAL DE BELLAS ARTES (av. del Libertador 1473) e o MALBA (calle Figueroa Alcorta 3415)
O Museu Nacional de Bellas Artes tem obras de pintores famosos como Renoir e Monet, além de esculturas belíssimas de Rodin, que andou em terras portenhas e, ao que parece, também se apaixonou pela cidade.
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O Malba é o Museu de Arte Latinoamericano, onde se encontram obras como "O Abapuru" da Tarsila do Amaral e "Auto retrato" de Frida Kahlo, além de outras obras de pintores como Portinari, Di Cavalcanti, Diego Rivera, Antonio Berni e Botero...
Eu fui a esse museu junto com a galera da escola, pois foi um dos passeios oferecidos na segunda semana:
Também fui ao Museu Carlos Gardel, que nada mais é do que a casa em que ele viveu até sua morte em 1935. Uma casa simples e muito bem preservada. Fica no bairro Abasto, um local pobre, onde Gardel passou a maior parte da sua vida. Na verdade, diz a lenda, que ele nasceu Charles Gardés, era francês de Toulouse, mas foi para Buenos Aires muito novo e trocou seu nome para Carlos Gardel para se tornar mais portenho. Ele é motivo de orgulho para os argentinos e em frente ao shopping Abasto há uma estátua de Gardel em tamanho natural.
E fui também ao Museu da Casa Rosada, fica numa portinha do lado direito e quase ninguém sabe que existe. É pequeno, mas tem muitos objetos que pertenceram aos presidentes, além, é claro, de um quadro enorme da Evita com o Perón.
Fui várias vezes à Casa Rosada e numa delas dei sorte de pegar a troca da guarda. Os portenhos se sentem tão europeus que têm até troca da guarda como na Inglarerra! Bem diz o ditado que "o argentino é um italiano que fala espanhol e pensa que é inglês"!
Mas eles são, sem dúvida, um povo muito consciente de seus deveres e direitos, muito politizado e muito culto. Fiquei realmente encantada!
Hasta Luego!
VIAGEM REALIZADA EM JANEIRO DE 2009
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